Lençóis Maranhenses

Na estrada para Barreirinhas. Um poço de água escura, quatro meninos brincam. Nus. As casas têm massa corrida e tinta só na face que dá para a estrada. O chão virando areia ao longo da estrada. Poucas flores, folhas ainda verdes da chuva que passou, mas há nuvens. Ao longo do dia elas aumentam, depois somem. Casas de pau a pique. Alagados. Buritizais. Cavalinhos. Uma senhora de blusa azul lava uma roupa amarela numa dessas lagoinhas. O fio de eletricidade beira a estrada. Nas casas cadeiras de plástico de frente para televisores. Uma cerca. Uma paineira ainda com folhas e sem frutos. Uma parabólica. O verde e a areia. O povoado de Jaburú (sic). Mandioca brava. Guaraná Jesus. Caninha do Engenho. Quebra-molas. A cerca da casa é o varal. As cores não combinam. O Sol dá brilho a tudo. A ondulação da estrada obriga a ir pela contramão. Vaquinha magrinhas. Cactus. Um riozinho e mais roupa sendo lavada. Dois cavalos. Pequenas flores vermelhas no meio de arbustos. Algodão aqui e ali (afinal um dia boa parte do Maranhão foi plantada com ele).

chaveiro

Mais adiante chegamos a Caburé. A voadeira nos leva até a ponta da areia (onde o Rio Preguiças encontra o Oceano Atlântico). Desço do barco, meu pé encontra algo duro. Um peixe madeira. Um chaveiro de um quarto de pousada. Ninguém sabia dizer qual pousada. Ficou na minha bolsa e voltou comigo.

Para Uberlândia buscar uma Colex

SP-348. SP-330. BR-050.

Ida e volta somaram um pouco mais de 1200Km.

O propósito era recuperar um pouco de história. Fazer uma breve arqueologia da fotográfica analógica.

0001-0019

0002-0024

0003-0027

No caminho cerrado. Agradável.

0006-0034

0004-0028

0005-0029

Quem se habilita a dar um novo lar para esse cara ai em cima?

Descanso antes do retorno.

0007-0036

0008-0042

0009-0046

0010-0050

De volta, idéias e projetos.

0011-0051