Essa foto eu fiz num museu em Hamilton, no Canadá. Esse trabalho me deixou enlouquecido.
A técnica da aquarela tem um jeito de lidar com a noção que temos de positivo e negativo (como na fotografia), porque a a transparência da aquarela permite pintar o fundo, deixando o branco do papel transparecer.
Esse figura encontrou um jeito de mudar a madeira, trabalhando no negativo, como se faz quando se cria uma matriz de xilogravura, mas com fogo. As chapas de compensado estavam chamuscadas enegrecidas, a raspagem desse enegrecido deixava transparecer a cor da madeira. E os dois garotos apareceram na hora certa, ou talvez eles ficassem lá o tempo todo e eu não tenha me ligado que eles faziam parte da obra, afinal era coincidência demais.

Quem é o artista?
Na mudança de volta pro Brasil acho que perdi meus blocos de notas…