Autofocus

Olhando os testes que o Rob Galbraith fez com a Canon 1D Mark III ficou claro para mim que a questão do foco vai longe. Basta dar um google no nome dele junto com o da câmara para ver o quanto isso foi discutido por ai.
O fato é que todo mundo esperava que o autofocus da Mark III fosse melhor que o da Mark II, mas não é ele constatou, por várias razões. A primeira é um vacilo, uma peça do conjunto do espelho que quando quente se deforma e causa um erro constante no foco. A segunda é um problema que não deveria ser problema. O foco da Mark III parece rápido demais, assim coloca Galbraith. Ou seja, o foco segue movimentos que não deveria seguir porque é capaz de seguí-los e isso é um problema. Um atleta correndo na pista, a 50 metros do fotógrafo que tem uma 400mm/2.8, a mão do atleta passa pela frente de seu torso durante a corrida e imediatamente o foco vai para mão, saindo do rosto do atleta. É impressionante, são páginas e páginas que Rob Galbraith escreveu contando todos os testes que fez com a câmara. As câmaras anteriores simplesmente não capturam variações tão rápidas da cena, a ponto de mudar o foco para a mão do atleta como no exemplo que ele mostra.

Encontrando caminhos com o Silverfast e o PFU

Falei antes aqui do scanner PFU 2400D, ou Lynx A3, que eu achei no meio da sucata, no centro da cidade. E falei também do francês bacana que me mandou o CD de instalação do software original pelo correio.

O software é uma versão antiga de um programa de escaneamento chamado Silverfast. A PFU nunca chegou a desenvolver uma interface própria para seu scanner, prefiriu usar um programa pronto de muito boa qualidade. Esse programa é vendido pelo fabricante de maneira avulsa também, ou seja, para ser usado com outros scanners, um detalhe é que o fabricante embute os drivers do scanner em questão dentro do software, tornando-o unica e exclusivamente compatível com determinado modelo de scanner. Ou seja, não bastava simplesmente achar uma cópia do Silverfast, tinha que ser a que funciona com os scanners da marca PFU.

Posto tudo isso, o Silverfast é um programa incrível, com requintes espetaculares muitos dos quais funcionam com meu scanner que também é cheio de recursos realmente úteis. Por exemplo, o Silverfast consegue controlar o autofocus do scanner, ativando-o quando necessário ou permitindo o foco manual, o que é bem útil para escanear negativos sem que eles estejam diretamente colocados no vidro do scanner. O programa também oferece um controle que encontra tanto o ponto mais claro na imagem como a sombra mais profunda, põe esses pontos nas pontas do histograma e isso tudo sem causar brechas no desenho do histograma, que poderiam causar posterização da imagem.

Dicionário Fotográfico e Fotoquímico

Da série Livros Obscuros da Fotografia Brasileira:

“Clichê – Palavra francesa que, nesse idioma, significa qualquer negativo. Embora já tenha sido empregada em português é conveniente não fazê-lo, pois atualmente o têrmo em nosso país significa exclusivamente as chapas de zinco, ou de qualquer outra substância usadas para a impressão de gravuras em sistema tipográfico.” (sic)

É assim que João Koranyi explica a palavra clichê na terceira edição (de 1964) do seu Dicionário Fotográfico e Fotoquímico (nas primeiras duas edições ele era entitulado ABC Fotográfico). Publicado pela Editora Íris. Segue outros dois verbetes:

“Imagem – Representação de um objeto, produzida pela reflexão ou pela refração da luz. Diz-se que a imagem é real quando é formada pela convergência dos raios luminosos atravessando uma lente e projetada sôbre um plano, e virtual quando seria formada pela intersecção dos referidos raios caso fôsse, nesse ponto da intersecção, inserida uma superfície sôbre a qual êles incidissem.” (sic)

“Imagem fantasma – Imagem de contorno duplos que em geral é produzida por uma objetiva defeituosa. A correção só se faz trocando a objetiva.” (sic)

Dicionario

Slideluck Potshow

O Slideluck Potshow foi uma experiência interessante, mas confesso que não fiquei até o fim. Vi trabalhos muito bons, curti Aline Yoshida e Gui Mohallem. Uma pena que outros fotógrafos legais que ali mostraram suas fotos não consigam ser mais objetivos na edição de suas imagens. Às vezes um trabalho começava super legal, de repente uma foto levava embora todo o significado que vinha sendo construído. Outros trabalhos simplesmente não respeitavam o que o próprio site do projeto pedia como inscrições para o evento. Outros apresentaram simples coleções de imagens, que quando muito eram correlacionadas pela técnica utilizada na sua produção, às vezes nem isso. E em outros a música ia numa direção e as imagens não acompanhavam (a julgar pelo trailer do filme nacional Fim da Linha essas dificuldades não são exclusivas dos fotógrafos).

Imagens são mais subjetivas que palavras. No entanto tanto palavras como imagens tem um significado, sendo o das imagens menos tangível. Acho que o significado das imagens é o principal fator na colocação de uma imagem dentro de uma sequência, logo vejo um esforço grande para criar sequências de imagens que funcionem juntas, ao contrário de um simples agrupamento qualquer.

Grupo de estudos e Skype

Temos tentado reunir uns amigos aqui em casa para por algum papo fotográfico em dia, chamamos isso de grupo de estudos, mas pode ser algo próximo a um núcleo de produção, ou só um bate-papo despretencioso. Nosso intuito: não ficarmos parados, fazer mover as idéias.

Foi sensacional e emocionante.  No encontro de hoje graças ao Skype tivemos a participação de um amigo de Belo Horizonte, veja que estamos em São Paulo. E foi com vídeo! Ou seja, ele ainda pode apreciar as fotos que colocávamos na mesa e discutí-las conosco em tempo real.

Realmente aproveitamos a tecnologia.