Achei outra imagem que se por um lado não é nada muito importante esteticamente, por outro guarda um momento onde muita coisa mudou de rumo dentro da minha cabeça. Essa caçamba de lixo fica nos fundos de uma lojinha de equipamento fotográfico em Houston. Eu fiz a foto quando visitava a cidade para o Fotofest de 2000. Essa foi a primeira caçamba na qual eu entrei, a primeira de muitas (faltou uma foto de dentro, só lembrei depois que atravessei a rua). A caçamba era bem limpinha, facilitou. E eu sabia mais ou menos o que procurar dentro dela. Enchi um saco com tele-converters velhos, filtros para flashes e outras tranqueiras que o pessoal da loja não conseguia mais vender. Voltei de viagem e distribui presentes para os amigos. Entrar mesmo na caçamba, só no primeiro mundo, lá as caçambas são altas e exigem esse esforço, aqui as caçambas são baixas e você só precisa estender o braço e se espantar com as coisas que as pessoas jogam fora.
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Repescagem é uma palavra muito associada ao futebol. E não é algo glorioso passar de fase num campeonato através da repescagem.
Às vezes olhamos nossos negativos e contatos com muita pressa. Uma foto ou outra fica para trás. Não basta ter percebido o ângulo ou a cena. Não basta ter tido o tempo ou a habilidade de fazer a foto. Ainda tem que lembrar que o negativo está ali e fazer com que ele vá para o papel.
E assim muita coisa nunca deixa de ser apenas um negativo.
Repescagem para mim é olhar caixas e caixas de negativos, em busca daqueles esquecidos. Aqui um que eu encontrei ontem, de 1999. Me pergunto como não me empolguei com a composição simétrica, nem devo ter visto o negativo direito, senão, teria ampliado a imagem.
