Filme vs Digital

Preto-e-branco digital?

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Hoje em dia, se eu falo Tri-X na sala de aula todo mundo fica com cara de interrogação. É verdade que está cada vez mais difícil de encontrar esse filme p&b no mercado brasileiro.

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O segredo ou solução foi fazer um preset de lightroom paradar o contraste do Tri-X puxado para 800 no digital. Não é nada do mesmo, mas um coisa nova que agrada também, nostalgia é bom, mas não ajuda na hora de fotografar, principalmente debaixo da chuva!

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Ao mesmo tempo que o filme foi sumindo do mercado e o digital foi tomando seu espaço outros avanços tecnológicos foram surgindo, como os vários controles possíveis do flash, a compensação de exposição direto no visor, sem ter que tirar o olho do assunto, coisas que ajudam no dia-a-dia de um fotógrafo que gosta de capturar instantâneos. Coisas que tornam essas fotos aqui possíveis.

Polaroid Palette

Há mais de ano eu achei um Polaroid Digital Palette num sucateiro. Minha experiência com ele não foi das melhores. Um aprendizado, sendo bem otimista. O que é um Palette? Um Film Recorder, ou uma impressora de slides/cromos. Um aparelho que imprime uma imagem digital sobre filme fotossensível 35mm.

Passado esse tempo eu achei um outro Palette. Aquele era um CI5000, o dessa semana é um HR6000.

Esse deu alguns sustos de início. Começou nem ligando. Tive que usar a violência com ele, o botão de liga e desliga estava enpoeirado por dentro, imagino. Cedeu, ligou.

Fez todos seus testes, rodando os filtros, etecetera e tal, foi. Conectei ao computador, liguei tudo. Mandei exportar uma foto. Ele engasgou e reclamou que o CRT estava escuro demais para a calibragem. Nesse momento quase desisti, mas resolvi fuçar enquanto ele estava ligado. Retirei a câmara e constatei que o CRT estava sim ligado, o que não devia estar funcionando deve ser o fotossensor que lê o brilho do CRT.

Olhar dentro de um Palette enquanto ele acha que está expondo o filme fotográfico é uma coisa linda. O CRT (um monitor de computador) de 4 polegadas não acende por completo, mostrando a imagem inteira. Pelo contrário, ele funciona mais ou menos como um scanner, mostrando tiras da imagem aos poucos ao filme. Na medida em que ele recebe as informações do computador. Essa tiras, ou linhas, parecem lasers percorrendo a superfície dessa pequena tela, ora verdes, ora azuis, ora vermelhas.

Vou revelar o primeiro filme 35mm de testes e postar algum resultado aqui. O Palette fecha um pequeno círculo, permitindo que um negativo P&B seja tratado digitalmente e devolvido ao mundo da prata para um ampliação em papel fibra clássica!

Grafite Digital

Ontem à noite fui participar de um negócio muito bacana, o Fred Paulino amigo da Bibó e do Ganso tava organizando uma pixação eletrônica em uns prédios aqui de BH onde estou passando uns dias. A gente chegou em uma esquina da Av. do Contorno, puxou uma extensão elétrica, ligou um laptop, uma câmara DV e um projeto de 3500 lumens (datashow). O setup inclui um software desenvolvido por Theodore Watson e um laser potente, para escrever no prédio. O software vê o laser sendo projetado no prédio com a ajuda da câmara e usa o projetor para desenhar por cima da superfície. É uma encrenca genial e a criançada que passou pela rua adorou a brincadeira! Vale uma outra referência no assunto o graffiti research lab. Fotos, só em filme.

Experiências na música eletrônica

Na música, a criação de conteúdo a partir de um computador nasceu muito rápido, o que talvez se deva ao fato de ser uma informação bidimensional. Hoje em dia os tais 3Ds estão ficando tão próximos das fotografias, ou melhor, do que é aceito como a representação em 2D do mundo que conhecemos, que já é muito comum não fotografar algo, mas sim usar uma imagem gerada dentro de um computador que simula uma fotografia.

Quem não se lembra dos sintetizadores. Isso foi o meio termo antes do computador pessoal simular o instrumento musical: o sintetizador era um pequeno computador que simulava apenas alguns intrumentos. O som dos sintetizadores era muito peculiar, o que hoje virou cult. Hoje em dia é fácil fazer download de programas que simulam sintetizadores de sons antigos. A simulação da simulação.

Pensando em como esse conhecimento se aplicaria à fotografia, imaginei criar uma música, pensando que poderia ser uma fotografia. Não tem a menor graça, até porque eu não sei nada de música, a não ser ouvir. Baixei o Rebirth, que simula o sintetizador TB-303.

Encontrando caminhos com o Silverfast e o PFU

Falei antes aqui do scanner PFU 2400D, ou Lynx A3, que eu achei no meio da sucata, no centro da cidade. E falei também do francês bacana que me mandou o CD de instalação do software original pelo correio.

O software é uma versão antiga de um programa de escaneamento chamado Silverfast. A PFU nunca chegou a desenvolver uma interface própria para seu scanner, prefiriu usar um programa pronto de muito boa qualidade. Esse programa é vendido pelo fabricante de maneira avulsa também, ou seja, para ser usado com outros scanners, um detalhe é que o fabricante embute os drivers do scanner em questão dentro do software, tornando-o unica e exclusivamente compatível com determinado modelo de scanner. Ou seja, não bastava simplesmente achar uma cópia do Silverfast, tinha que ser a que funciona com os scanners da marca PFU.

Posto tudo isso, o Silverfast é um programa incrível, com requintes espetaculares muitos dos quais funcionam com meu scanner que também é cheio de recursos realmente úteis. Por exemplo, o Silverfast consegue controlar o autofocus do scanner, ativando-o quando necessário ou permitindo o foco manual, o que é bem útil para escanear negativos sem que eles estejam diretamente colocados no vidro do scanner. O programa também oferece um controle que encontra tanto o ponto mais claro na imagem como a sombra mais profunda, põe esses pontos nas pontas do histograma e isso tudo sem causar brechas no desenho do histograma, que poderiam causar posterização da imagem.