Microtek ArtixScan F1

Ele também é conhecido como Microtek ArtixScan M1 na América do Norte, onde ele foi lançado depois, mas na Europa e na Ásia ele vendia como F1. É uma história complicada e tem a ver com um período de tempo que a Microtek não tinha representante nem escritório nos EUA, mas deixa para lá.

Segundo o ScanDig ele tem resolução real bem próxima da que pode ser conseguida a muito custo com Epson V700/750, algo em torno de 2000 dpi. O F1 tem uma bandeja dedicada a filmes e sua objetiva tem autofocus, mas o que é muito superior à maioria dos desktops é o range dinâmico,  dai os outros scanners não acompanham mesmo. E, a meu ver, isso ajuda nas conversões de negativos coloridos, já que a máscara laranja consome parte do range.

Exposições múltiplas no scanner poderiam ajudar? Acompanhei alguns testes do Cesar Barreto com os Epsons e em scans sucessivos ele não mantém o registro perfeito. Isso parece atrapalhar mais o trabalho do ICE do que as múltiplas exposições, mas é um problema a mais para considerar.

Nos comentários desse post aqui, um cara sugere o approach com negativos 8×10″ que estou usando na imagem abaixo: fita adesiva esticando o negativo sem deixar ele apoiar sobre o vidro. Funciona muito bem, o negativo fica esticado e não há vidro para causar anéis de Newton. E esse grupo aqui no Flickr tem alguma outras dicas boas guardadas, num dos posts um usuário diz que o scanner chega a 2500 dpi, não dá para saber como ele obteve esse resultado, mas como ele, entre resolução e range dinâmico, acredito que o F1 seja melhor que os Epsons.

No fim do review do alemão Scandig ele reclama muito do software original e enaltece o software alemão Silverfast. Muitos review de compradores desse scanner reclamam do Silverfast no site da B&H. A versão 8 que acompanhava os Epson era cheia de problemas, a versão anterior 6.6 era melhor, acho que isso explica em parte as opiniões tão diferentes, a outra parte é o fluxo de trabalho muito complexo do Silverfast em todas suas versões.

Encontrando caminhos com o Silverfast e o PFU

Falei antes aqui do scanner PFU 2400D, ou Lynx A3, que eu achei no meio da sucata, no centro da cidade. E falei também do francês bacana que me mandou o CD de instalação do software original pelo correio.

O software é uma versão antiga de um programa de escaneamento chamado Silverfast. A PFU nunca chegou a desenvolver uma interface própria para seu scanner, prefiriu usar um programa pronto de muito boa qualidade. Esse programa é vendido pelo fabricante de maneira avulsa também, ou seja, para ser usado com outros scanners, um detalhe é que o fabricante embute os drivers do scanner em questão dentro do software, tornando-o unica e exclusivamente compatível com determinado modelo de scanner. Ou seja, não bastava simplesmente achar uma cópia do Silverfast, tinha que ser a que funciona com os scanners da marca PFU.

Posto tudo isso, o Silverfast é um programa incrível, com requintes espetaculares muitos dos quais funcionam com meu scanner que também é cheio de recursos realmente úteis. Por exemplo, o Silverfast consegue controlar o autofocus do scanner, ativando-o quando necessário ou permitindo o foco manual, o que é bem útil para escanear negativos sem que eles estejam diretamente colocados no vidro do scanner. O programa também oferece um controle que encontra tanto o ponto mais claro na imagem como a sombra mais profunda, põe esses pontos nas pontas do histograma e isso tudo sem causar brechas no desenho do histograma, que poderiam causar posterização da imagem.

Em busca do software para o PFU DL2400 pro

Há três nomes para ele: PFU DL2400 pro, Qubyx Lynx A3 ou até Heidelberg F2400. É verdade que a Quato virou Qubyx enquanto ele ainda era vendido, de modo que na realidade são quatro nomes. Encontrei ele num galpão onde homens com marretas separam o plástico do metal do computadores e similares. Ele seria destruído pelo cobre que há dentro dele e não é muito, não. Um scanner em perfeito estado de funcionamento, para originais até o tamanho A3, com resolução até 2400 dpi sem interpolação. Mas para fazê-lo escanear de verdade é necessário um software, e ai a coisa complica. Ainda estou procurando.