O Braz falou várias vezes e eu agora me ponho a imaginar uma maneira de fazer algo que poderá se chamar slit video. Porque a fotografia com CCD linear se chama slit photography. Ou seja, estou pensando em como viabilizar uma maneira de escanear o vídeo, escanear frames.
Um amigo sugeriu um approach interessante, através de programação para modificar um arquivo AVI ou MPEG e chegar na visualidade pretendida. Será que finalmente vou aprender Visual Basic?
E o assunto é programação mesmo. O software que o francês prometeu enviar nunca chegou (ainda). Acessei os arquivos do SANE e nada que sirva para meu scanner. Comecei a conversar em um lista sobre como criar um driver para o meu scanner que funcione com o SANE.
Acho que não tem volta.
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Em busca do software para o PFU DL2400 pro
Há três nomes para ele: PFU DL2400 pro, Qubyx Lynx A3 ou até Heidelberg F2400. É verdade que a Quato virou Qubyx enquanto ele ainda era vendido, de modo que na realidade são quatro nomes. Encontrei ele num galpão onde homens com marretas separam o plástico do metal do computadores e similares. Ele seria destruído pelo cobre que há dentro dele e não é muito, não. Um scanner em perfeito estado de funcionamento, para originais até o tamanho A3, com resolução até 2400 dpi sem interpolação. Mas para fazê-lo escanear de verdade é necessário um software, e ai a coisa complica. Ainda estou procurando.
Pluracidades
Já percebeu como as pessoas sempre estão indo pra algum lugar?
E a cidade é feita para os carros e não para as pessoas?
Nada que o Milton Santos já não tenha dito anteriormente, mas acho que isso é o pano de fundo dessa história. Pluracidades.
Já no plano da imagem, a padronagem que surge fala um pouco da coisas cíclicas e repetitivas, coisas que aparentemente não tem fim. E há uma separação entre o que se move e o que é estático, isso cria um desconforto, vejo ai um comentário sobre o aparelho, o programa, coisas que li no Flusser.
A elaboração se dá através do uso de um scanner ao invés de uma câmara comum. A imagem passa a ser adquirida em uma fração do espaço muito pequena, mas ao longo do tempo, ao contrário de uma câmara comum que fotografa uma fração de tempo ao longo do espaço. Uma constante no meu trabalho, ir em busca de alterações no cerne do processo de formação da imagem, subverter a ferramenta produzida pela indústria.
Escaneei negativos das viagens ao Pantanal em 1997. Como eu revelava mal meus filmes. O G3 tunado lidou muito bem com os Tiffs de 25 MB.
O caboclo-limpador esteve por aqui, a limpeza foi boa. Abrindo espaço para outras coisas que estão por vir.
Fui ao centro escanear a paisagem urbana. A bateria tinha entrado em curto e meu scanner nem ligou. Frustação típica das coisas improvisadas.
Consegui uma saída inesperada para o posicionamento da lente dentro do scanner e rolou a aproximação necessária, apanhei um pouco para focar, mas rolou também. A imagem final ficou em 5056×5056 pixels. Ainda não há uma calibração decente de cor e rola um batimento violento que talvez nunca tenha solução. Escaneei um retrato que fiz da Tia Márcia.

