Encontrando caminhos com o Silverfast e o PFU

Falei antes aqui do scanner PFU 2400D, ou Lynx A3, que eu achei no meio da sucata, no centro da cidade. E falei também do francês bacana que me mandou o CD de instalação do software original pelo correio.

O software é uma versão antiga de um programa de escaneamento chamado Silverfast. A PFU nunca chegou a desenvolver uma interface própria para seu scanner, prefiriu usar um programa pronto de muito boa qualidade. Esse programa é vendido pelo fabricante de maneira avulsa também, ou seja, para ser usado com outros scanners, um detalhe é que o fabricante embute os drivers do scanner em questão dentro do software, tornando-o unica e exclusivamente compatível com determinado modelo de scanner. Ou seja, não bastava simplesmente achar uma cópia do Silverfast, tinha que ser a que funciona com os scanners da marca PFU.

Posto tudo isso, o Silverfast é um programa incrível, com requintes espetaculares muitos dos quais funcionam com meu scanner que também é cheio de recursos realmente úteis. Por exemplo, o Silverfast consegue controlar o autofocus do scanner, ativando-o quando necessário ou permitindo o foco manual, o que é bem útil para escanear negativos sem que eles estejam diretamente colocados no vidro do scanner. O programa também oferece um controle que encontra tanto o ponto mais claro na imagem como a sombra mais profunda, põe esses pontos nas pontas do histograma e isso tudo sem causar brechas no desenho do histograma, que poderiam causar posterização da imagem.

Reprodução e dpis

Um amigo me pediu um favor complicado: de um papel com 8x16cm gerar uma imagem digital que possa ser impressa com pelo menos 2 metros no lado maior. Fiz um primeiro teste com um scanner de mesa comum, escaneei a 1200 dpi, mas o resultado foi terrível, muita interpolação embutida no software do scanner.

Depois tentei usando a câmara de 6MP, fiz 12 imagens de pedaços do dito original. O resultado foi demi, a luz não ficou absolutamente uniforme, mas fomos adiante e tentamos uma ampliação, a resolução não chegou lá também.

Apareceu um fole, bolei uma emenda entre o fole para Nikon e a câmara Canon, fiz uma foto, de um pedaço ainda menor do original (seriam necessárias 80 imagens para formar o arquivo final). Não fui adiante porque apareceu o scanner Lynx A3 com suas 2400 dpi, mas fiquei pensando como fazer o original mover apenas 1cm a cada imagem.

As tais 2400 dpi parecem suficientes, aguardo um teste em tamanho 20x30cm de um pequeno fragmento da imagem final.

Artigo na ZoneZero

Emplaquei um artigo na Revista do ZoneZero, é sobre Photofinish (a técnica de registrar em uma única imagem a chegada de uma corrida) e a relação que ela tem com a foto com scanner.

Sejam cavalos ou velocistas olímpicos, a coisa é bem simples, os pixels são os milésimos de segundo e no fim da corrida é só contá-los para saber qual o tempo de prova de cada atleta ou animal. Com o scanner é fácil bolar um sistema para contar quanto tempo leva cada pixel para ser capturado e dai você pode usá-lo para fazer algo semelhante ao photofinish, dá até para medir a velocidade dos carros passando na rua.

PFU DL2400 pro

Uma questão de escala. Finalmente, com ajuda de um francês boa praça, consegui fazer meu scanner novo funcionar. Para ilustrar o tamanho da criatura fiz uma foto dele junto com o que eu achava ser um scanner grande, um Umax 1220S. Para dar escala coloquei uma Nikon FM2 no meio. O Lynx A3 tem 25Kg e a julgar pelas marcas nele todo, ele foi jogado para lá e para cá no galpão das sucatas, impressionante como o vidro não quebrou e ele continua funcionando normalmente.

A comparação