Busch Pressman e Scanner Câmera v4

Duas pequenas reformas estão em andamento. A primeira é da Busch Pressman, uma 4×5″. A traseira da câmara tinha um problema de plano focal, o foco estava fora por mais ou menos 0,5mm e isso estava causando alguns problemas sérios nas imagens.

A outra reforma é de uma Nikon N50 que o Hugo me deu. A câmara parece que foi ao mar e acabou indo parar nas mãos dele. As placas se perderam, ela nem ligava. Mas o espelho se movia normalmente com a ajuda do dedo. O anel frontal ainda aceitava as lentes da Nikon, surgiu uma idéia de usar o corpo para receber um implante de um CCD Linear removido de um HP2200c sucateado. A idéia é colocar o CCD no exato plano focal, coincidindo com o despolido da câmara, assim será possível fazer foco o compor as imagens com a ajuda do sistema reflex.

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Nessa altura já abri espaço para o novo CCD retirando tudo que não seria necessário na câmara, com a ajuda de um alicate e de um serrote. Instalei esses dois parafusos que vão servir para posicionar o CCD, as porcas, em par, serão capazes de oferecer os ajustes necessários para que depois o foco seja feito pelo visor.

Na parte superior da câmara, abri um enorme buraco por onde passa um dedo, foi a maneira que encontrei de acionar a abertura do espelho, que se fecha com a ajuda de uma mola.

Uma idéia antiga era escanear a Lua com o movimento de rotação da Terra, agora podendo utilizar uma teleobjetiva, focar e apontar corretamente o CCD Linear, isso talvez seja possível.

Point-and-Shoot 5×7″ • imagens

Alguns exemplos de imagens com a 5×7″ nova com uma 90mm de foco fixo:

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Levou uns 20 minutos em f/32 para expor essa no Campus Party, uma visão da área das barracas, onde a galera dormiu no CP.

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Era de manhãzinha e o Sol lambia as pontas dessas bromélias (?). Deixei o Sol invadir o canto do quadro, para ver o que ele virava, virou um triângulo branco interessante. A casa e as jaboticabeiras fazem o fundo. Com Sol, tudo mais fácil, levou uns 20 segundos em f/45 para “capturar” essa.

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O negativo mostra a imagem bem retinha, mas o scanner (um Agfa Duoscan) não pressiona o filme contra o vidro, de modo que fica assim, tudo meio arredondado, o filme secou pendurado. Essa foto é do lado de dentro de janelas como as que vemos acima.

Construção de Câmara Digital Artesanal no MAC-USP

A oficina de sábado foi sensacional. E depois da oficina anterior (que eu chamei carinhosamente de “a revolta das máquinas”) essa foi um grande alívio, computador e scanners funcionaram perfeitamente. Para os participantes eu juntei uma pequena improvisada galeria. Para baixar as fotos em alta os alunos devem clicar nas miniaturas, entrar nas páginas com as fotos individuais e clicando com o botão da direita na imagens grandes, pedir para salvar as fotos em disco.

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Oficina no MAC-USP

Fotografando com Scanner

Oficina prática com Guilherme Maranhão, bacharel em Fotografia pela Faculdade do SENAC, paralela à exposição Heresias: Uma Retrospectiva de Pedro Meyer
A oficina pretende utilizar o scanner de mesa para tirar fotografias, mostrando como uma câmera fotográfica assim construída pode medir os padrões de movimento dos objetos fotografados e servir de base para diferentes tipos de experimentação.

Local
MAC USP Ibirapuera – Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso
Prédio da Bienal, acesso pela rampa lateral
Estacionamento no Parque Ibirapuera com Zona Azul

Preço
R$ 10,00 (isenção para professores da rede pública)

Informações e Inscrições
Secretaria do Programa de Pós-graduação Interunidades
Rua da Reitoria, 109A – Cidade Universitária
11 3091.3327 – pgeha@usp.br

Local : MAC USP Ibirapuera – Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso
Horário : 10 às 17h30
Duração : 8 de novembro de 2008