Scitex Smart 340 • problemas de software

Continuando a empreitada de fazer o Scitex Smart 340 funcionar.

Tentei fazer um scan de uma cópia fotográfica. O scanner se negou a funcionar porque não havia dados de calibragem para scans de materiais opacos. Ao rodar o programa de calibragem, era pedido que fosse colocado dentro do scanner o “slide de calibragem”. Pesquisando descobri se tratar de um filme tamanho A3 que entra no scanner para os testes de lentes e etc. Não tenho esse slide.

Fuçando nas pastas de software que vieram com o scanner encontrei um arquivo de preferências antigas do scanner. Ou seja, a calibragem antiga dele, de 2000.

Tentei carregar essas preferências, mas o scanner de lá para cá sofreu algumas mudanças (provavelmente teve a placa-mãe trocada) e seu número de série mudou. O software do scanner se negava a rodar com as preferências velhas.

Anotei ambos os números de série.

Encontrei um programa bacaninha para Mac chamado Hexedit. Esse tipo de programa consegue editar qualquer tipo de arquivo (o que pode ser destrutivo se você não souber o que está fazendo). Ou seja, ele não abre só texto, mas por exemplo, pode abrir um programa para você ler como ele foi escrito. Instalei ele para tentar entrar no arquivo de preferências e mudar o número de série. Abri o arquivo de 2000, usei o Find… e busquei o número de série antigo. Digitei o novo sobre ele, salvei. Funcionou, o scanner nem pestanejou e começou a escanear papel também!

Mac Mini • resgate

Para processar imagens ganhei um Mac Mini avariado. O computador não consegui reconhecer o HD dentro dele e a ventoinha estava disparada, a toda potência mesmo com o computador desligado e apenas ligado na rede elétrica, estranho.

Pesquisas e pesquisas apontaram para uma morte eminente da placa-mãe, mas porque não aproveitar o computador enquanto isso não acontece? Para tanto fui ao centro e descolei uma gaveta (ou case) para colocar o HD do lado de fora do computador, onde o problema de ser reconhecido não acontecia nos meus testes. E para sanar o “volume” da ventoinha descolei um potenciômetro de fio, de 100 ohms.

O bicho ficou assim, adeus belo design by Apple. Tentei não fugir demais dos materiais do computador e usei uns pedaço de acrílico, para aproveitar a saída de ar da ventoinha e colocar o HD bem na frente. O pino maior é onde agora se controla a potência da dita ventoinha.

 

mini

Erosão?

Percebi que algumas fotos Polaroid mais antiga estão esmaecendo demais. O filme era o 57, formato 4×5″, usado no back 545.

Reproduzi um cópia para dar uma olhada de perto.

polavelho

Mal dá para entender qual era a imagem que aqui existia. Então apliquei uma curva violenta para pelo menos decifrar o que perdi. Não tento recuperar nada, mas criar algo novo, do que se perdeu.

polavelhocontrastado

As bordas sofreram mais com a degradação. No centro dá para ver a casa, o telhado da varanda nessa imagem de mútipla exposição.

Roletes da Colex

Dentro da processadora existe uma série de roletes. Eles servem para fazer o papel passar de uma ponta da processadora até a outra, entrando e saindo dos diversos banhos químicos que ficam ali aguardando o papel.

roletes

A esquerda um rolete danificado na extremidade, onde falta o eixo em aço inox. A direita um que apesar de usado ainda está completo. O eixo de inox além de cair ainda deixou um tanto de químico entrar para dentro da estrutura do rolete, e tem um tanto de ferrugem que se criou lá dentro. Primeiro então enchi o espaço dentro do rolete com Ferrox (que reduz a ferrugem) e deixei agir. Agora ele está secando na janela, vou deixar isso rolar por uns dias antes de usar araldite para colar outro eixo de 3/16″ de polegada no lugar do antigo. Na falta de aço nessa especificação resolvi improvisar o eixo com um pedaço de broca de furadeira que perdeu o fio.

Colex em processo

Triste ler o comentário da Juliana no post sobre a FSP.

A Colex existe desde 1971 lá nos EUA. A processadora que tenho aqui é uma Colette.

Para confundir, a Colenta também fabrica processadoras, lá na Áustria.

Até o momento o que fiz com a minha Colette foi um bom banho de mangueira e detergente nas partes laváveis. Depois penei para montar todas a partes de entrada do papel, que veio desmontada. Entender é tudo.

Um dos racks de roletes estava desmontando, demorei um pouco, mas acabei descobrindo o que ia aonde e consegui remontá-lo.

Construi um carrinho com rodas para processadora morar em cima.

Passei um tempo observando a profusão de mangueiras no interior da processadora, tentando entender o que cada uma faz. É díficil. Já providenciei o manual em PDF pela internet, mas a coisa é demorada.

A maioria dos tanques veio sem as tampas que fecham os canais de esgotamento, já descobri qual a rosca dessas tampas e vou providenciar algumas para poder fechá-los (são niples simples de meia polegada, a princípio).

Um dos roletes da máquina está com uma ponta quebrada. Isso vai ser um pouco mais complicado de consertar. Entro com mais detalhes e fotos em breve. Por enquanto fico feliz que vieram todos.

Essa foi a parte fácil. Agora começa o realmente complicado. Checar mangueiras, repor as que estiverem cortadas ou faltando (algumas foram removidas quando a máquina foi colocada de lado). Penso em limpar melhor o fundo da processadora.

Só então vou poder encher a máquina de água e ver se a parte elétrica está operacional. Não dá para ligar uma bomba d’àgua sem água no tanque. Só então os piores problemas podem aparecer. Estamos falando de um emaranhado de fios em meio a mangueiras, várias bombas hidráulicas, sensores de temperatura e movimento, ventoinhas, aquecedores de água e ar, ah! Tudo ligado em 220V.

Imagino que gastando umas 2 horas por semana até o fim do ano eu revelo alguma coisa nessa máquina.