Para Uberlândia buscar uma Colex

SP-348. SP-330. BR-050.

Ida e volta somaram um pouco mais de 1200Km.

O propósito era recuperar um pouco de história. Fazer uma breve arqueologia da fotográfica analógica.

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No caminho cerrado. Agradável.

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Quem se habilita a dar um novo lar para esse cara ai em cima?

Descanso antes do retorno.

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De volta, idéias e projetos.

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Scanner com DSLR, grão

Uns dias atrás eu mostrei a lente ajambrada para fazer reproduções de negativos. Recentemente fotografei com uma rolinho bem vencido de TMax 3200p. Se o 400TX novo do post passado ficou daquele jeito com raio-x, imagine como ficou o negativo do 3200p que teve a mesma procedência. Bom, depois de autolevels e inversão, a reprodução ficou assim. Granuladinho.

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Velatura em filme no aeroporto

Recentemente fotografei com um filme Tri-X 400 (modelo novo, código 400TX) que me foi trazido de presente lá de Houston, TX. O filme veio de avião para o Brasil, ao contrário dos que são importados normalmente. Ontem revelei esse 400TX junto com outros 5 que comprei aqui no Brasil, quando o Komatsu ainda os vendia. Surpresa: a base do filme ficou bem diferente.

Na foto esse filme é o da direita, os outros são os adquiridos no Brasil, a borda mais escura é claramente visível. O lote não era muito diferente e ambos venceriam em 2011. Minha suspeita é o raio-X que é aplicado às bagagens que são despachadas.

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Fixador, ufa!

Finalmente! Foi uma pequena batalha descolar esses dois galões. Juntos eles são 100Kg de Tiossulfato de Amônia.

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Cada 5 litros de fixador levam aproximadamente 700ml desse líquido. Sim, o Tiossulfato de Amônia vem diluído, solução de 56%. Ou seja, com esse tanto imagino que os próximos 3 a 5 anos de fixador estão garantidos. A grande vantagem de comprar o Tiossulfato separado do resto do fixador é poder formular um fixador alcalino, que é mais “archival safe”.

Quarto escuro

Primeiro havia recebido do André, agora de Mariana, é o link que coloquei ao lado sob o nome: Richard Nicholson Darkrooms. O fotógrafo realizou um ensaio fotografando o interior de laboratório fotográficos de impressão na cidade de Londres. Vale a pena ler o texto, nostálgico, uma ode ao ampliador fotográfico, que o autor considera uma das obras-primas da indústria moderna.

O fato é que o ensaio, o texto, as fotos, os ambientes retratados me fizeram partir para uma série de idéias, nostálgicas ou não, que se combinaram com a dificuldade que passo agora para adquirir tiossulfato de amônia, matéria-prima do fixador fotográfico rápido (segundo Anchell, o único seguro para filmes contemporâneos, blá, blá, blá).

O texto de Benjamin, “A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica”, iniciado em 1936, publicado em 1955, fala dos efeitos da fotografia, das gravações sonoras e do cinema na arte. Enfim, o texto fala de mudanças fortes, duras, permanentes. A Era Digital por sua vez trouxe inúmeras mudanças para nossa noção de arte, um texto como o de Benjamin provavelmente será escrito daqui uns anos, quando tudo parecer mais claro.

Richard Nicholson fotografou uma cena desse drama de mudanças. Se falássemos da Megera Domada e a fotografia fosse Kate, quem seria Petrúquio?

Os quartos-escuros das fotos, sua decoração e seu conteúdo falam de um ritual que ocorre dentro deles: homens e mulheres imaginam (visualizam segundo Adams) os efeitos de papéis e químicos, deixam que suas mãos dancem do caminho da luz, sentem o cheiro do ácido acético, ouvem música, procuram ver na luz rala. Não há como comparar o resultado de uma sessão de laboratório com uma sessão de inkjet. Uma pena que a Era Digital vai impor o inkjet até para muitos trabalhos que ficariam melhor numa cópia feita pela mão do artista com sais de prata.

É certo que vão surgir outros rituais (esses incluindo a inkjet ou o que vier) e esses serão os nossos rituais daqui para a frente. Uma pena que não serão no escuro.

Químicos domésticos

Há umas semanas atrás um comentário da Michelle me apresentou um figura muito interessante, o Roger Bunting, o artigo dele na Revista Shutterbug é muito bacana.

Ele fala de usar materiais caseiros para revelar filmes. A informação que mais me chamou a atenção foi poder usar água salgada para fixar filmes fotográficos. Genial!

Estou tendo uma dificuldade enorme para encontrar Tiossulfato de Amônia para vender e agora fiquei tranquilo…