Não podia deixar de publicar, apenas um pequeno trecho de meu último post no Temporal, aqui:
“Eu achava reciclagem legal, pegar um Mac velho e ressucitá-lo.

O Felipe, 2F, arrasou comigo e nem se deu conta: hardware é muito simples, um quebra-cabeça de 5 ou 6 peças. Software é a nova fronteira, nossos problemas se resolvem é no software.”

Rolou um mega hiato.
E passou.

A história do scanner de médio formato ficou parada, eu realmente acho que os batimentos de frequência não irão embora, mas a fonte de luz diferente ainda será testada.
Nesse meio tempo apareceu mais um Mac velhinho, presente do 2F. A carcaça é de um 8500, mas o adesivo da Sonnet entrega que o conteúdo já virou outra coisa. Sonnet é um fabricante conhecido de upgrades de processador para Macs. De fato, mais um G3. Coincidência ou não, essas máquinas com upgrades estão sempre no meio do caminho. Faltou remover o cache L2 da placa mãe para o upgrade funcionar, talvez por essa razão simples a máquina tenha ido pro lixo. Um Google e já tinha drivers para tudo.
Sem o chip de cache (o upgrade tem o seu próprio, maior e melhor) o 8500 voou. O HD é razoável, 8,4GB. E tinha até uma placa de vídeo PCI, mas essa foi direto para o G3 bege onde ela será mais útil no futuro próximo.

No G3 bege, escaneei uns negativos feitos com a Leica do meu bisavô. O foco com a lente em 1.4 é sofrível, talvez haja necessidade de calibrar o rangefinder. De resto, a câmara funciona bem. Assim as fotos puderam ir mais rápido para as mãos dos fotografados.

Estou planejando mais um negativo comprido para mais uma imagem comprida. Só falta minha outra avó. E também tem umas fotos de sucata para tratar digitalmente.

Várias informações ficaram de fora da última coluna. Teve que ser assim. Até porque, mesmo sem detalhes sobre o problema que tive com o cache de L2 do chip G4, o texto continua ligeiramente hermético. O fato é que o cache do chip G4, sendo o dobro do que acompanha o chip G3 de apenas 512Kb, é que faz toda a diferença em termos de velocidade, desses dois processadores. Resolver esse problema foi sem dúvida a parte mais importante dessa história, mas dai a contar isso tudo usando termos como jumper, clock, mhz, altivec, é deixar muita gente sem entender nada.
E nesse meio tempo, reproduzi 423 cromos da coleção do Hugo, montei um DVD, tipo slideshow, com trilha sonora, e levei para ele. O private room do boteco agora tem uma tv de 29 tela plana, o DVD tá rodando lá e a galera pode curtir fotos de Sampa nos anos 60, soft porn no Guarujá, umas japas peladas no meio de uns rochedos, bancários quebrando o centro da cidade e ainda inclui meus pais lavando o Gordini e meu avô fazendo pose. Cinquenta e nove minutos, dá para tomar uma cerveja ou duas, lá no Botequim do Hugo.