Memórias

Caixas pretas. Compact flash e memória RAM.

Escorreguei e comprei um cartão Compact Flash de 4Gb em uma loja do StandCenter. A câmara ficou extremamente lenta, chegou um momento em que levou 20 segundos para gravar uma única imagem. Quase perdi fotos de um trabalho, a câmara demorava muito para ligar. Era um cartão dos mais baratos que podia encontrar ali, talvez fosse reformatado de alguma maneira, uma memória de baixa qualidade, algum tipo de desvio ele apresentava. Voltei lá, o rapaz nem discutiu, devolveu o dinheiro como quem está habituado (de certa forma ele sabia que não adiantaria trocar o cartão).

Na Santa Efigênia, em busca de memória Dimm para um Mac fui a várias lojas. Os preços dessa memória específica variavam entre 107 e 370 reais. Por fim, em uma última loja encontrei as ditas memórias genéricas por 40 reais. Loucura, o Mac é sabidamente um computador crica com memórias. Um dono de loja da Região da Rua do Triunfo se ofereceu para me ajudar. Ele tinha vários Macs a venda, escolhi um igual ao meu e coloquei 3 memórias de 40 reais nele (antes de comprá-las). Sem problemas a máquina ligou.

Como entender o que se passa dentro desses chips?

iMac firewire

Um computador que eu recebi de uma amiga recebeu por sua vez um transplante de cérebro. O iMac era um 350Mhz, achei por acaso uma placa mãe de um modelo 400Mhz (com firewire) anunciada por um shaper californiano (sim, o figura faz pranchas de surf!) na internet.

A placa mãe era perfeita para fazer um upgrade nesse Mac e torná-lo mais útil para um fotógrafo. Os correios facilitam tudo hoje em dia e depois de algumas semanas a placa cá chegou a salvo.

Dentro de um PowerMac 8500

Limpo, lembro que foi o que me veio a mente no momento em que vi esse PowerMac 8500 pela primeira vez (pensei nos meus “sucatões” sujos e faltando pedaços do acabamento externo). Mas o 8500 não ligou de primeira, nem soou o apito tradicional, talvez uma memória mal encaixada. Tive que abrir o gabinete do computador, que diga-se de passagem é dos mais chatos. No entanto, a razão pela qual ele não ligou logo ficou aparente. Nos slots a poeira provoca pequenos curtos e não há computador que ligue. Tudo porque o computador em si age como filtro de ar quando está ligando com suas ventoinhas funcionando. Um pincel macio, uma tosse da minha parte, e tudo estava funcionando de novo.

Polaroid Palette

E nada. Descolei um Polaroid Digital Palette no centro da cidade. Uma impressora de slides, diriam alguns. Veio de um jeito todo empoeirado, suja que só. Abri a traseira da câmera e (ao lado de um adesivo que diz: CAUTION Do not touch the shutter) jazia um obturador todo amassado. Coloquei as palhetas no lugar. Liguei um computador velho. O tal Digital Palette é um misto de periférico SCSI com monitor, voltagens altas, fiquei com medo dele fritar um computador bom. Conectei o bicho e liguei a força, uma luz verde acendeu e me trouxe esperança. Instalei drivers que achei na internet depois de fuçar horas. Liguei o Photoshop, cliquei em exportar, veio a interface do programa, uma barra de progresso se deslocou de um lado para outro, como se algo estivesse acontecendo no mundo real, mas nem um som, nem um movimento. E nada. Mentira: a luz verde passou a piscar, a esperança se foi.

Rumos

Foi uma boa limpa que rolou aqui nesse último mês. Muita coisa foi parar em mãos mais hábeis que as minhas, outras coisas novas apareceram por aqui.
Foi um mês de concretizações de planos antigos e de conquistas inesperadas.
Planos para novas investigações não faltam: descobri que há uma enormidade de programas livres rodando em Linux para transformar arquivos RAW em outras coisas (jpgs e tiffs). Preciso saber como isso se dá (sem SSE2).
Andei lendo muito também sobre as novas experiências de instalar o Tiger nos PCs montados. Uma pequena revolução.