Na sexta fiz algo que há muito tempo não fazia. Brincadeiras com a tridimensionalidade.
Experimentei dobraduras em alumínio. Luish, obrigado pelo material!
O trabalho que eu queria fazer, na verdade, eram as fotos dessas dobraduras em preto-e-branco.
Montei a 5×7″. O filme vencido desde 1966 não deixou a desejar.
E para acompanhar a minha dobradura escolhi uma matriz que ganhei de presente da Iara.
Duas fotos só para testar a revelação, agora o resto.
Tag: fotografia
Trinta anos depois, as fotos dos meus bisavós se reencontram com o ar seco. À medida que perdem a umidade, se retorcem tentando se esconder da luz.
A vida é sempre a mesma e sempre o mesmo
O homem que a sonha nova e singular
E vai vivendo, e vai sonhando a esmo,
Iludindo a si mesmo
Pela doce mentira de sonhar
O destino não volta, e sempre adiante
Os homens leva para a mesma dor!
Mas em meio à miséria circundante,
O homem prossegue adiante,
Para o clarão do uimérico amor.
Nada perturba a marcha do universo.
Inútil ilusão a de viver.
Mas canta o poeta, e quer conter num verso
Tôda a luz do universo
E a grandeza dinâmica do ser.
Septicismo é uma poesia inédita da minha bisavó Anna Amélia.
É muito estranho fazer uma imagem no laboratório é não saber exatamente como ela ficou, por inteiro, por não conseguir um espaço suficientemente grande para abri-la e observá-la.
Mais cosinhas. Humm. Eis aqui uma delas, uma expansão do trabalho com os fotogramas em filme grande. O material de impressão colorido rendeu tons laranjas e roxos nas baixas luzes. Uma chave de cor interessante, diria a Isa. A peça ficou com mais ou menos uns 4 metros, 80cm de altura. São quatro círculos aos quais ficam circunscritos 4 imagens menores. A luz invade os conjuntos adjacentes, há trocas indefinidas de tons, intenções, desejos, idéias, às vezes há só repulsa, um espaço branco.
Rolou um mega hiato.
E passou.
A história do scanner de médio formato ficou parada, eu realmente acho que os batimentos de frequência não irão embora, mas a fonte de luz diferente ainda será testada.
Nesse meio tempo apareceu mais um Mac velhinho, presente do 2F. A carcaça é de um 8500, mas o adesivo da Sonnet entrega que o conteúdo já virou outra coisa. Sonnet é um fabricante conhecido de upgrades de processador para Macs. De fato, mais um G3. Coincidência ou não, essas máquinas com upgrades estão sempre no meio do caminho. Faltou remover o cache L2 da placa mãe para o upgrade funcionar, talvez por essa razão simples a máquina tenha ido pro lixo. Um Google e já tinha drivers para tudo.
Sem o chip de cache (o upgrade tem o seu próprio, maior e melhor) o 8500 voou. O HD é razoável, 8,4GB. E tinha até uma placa de vídeo PCI, mas essa foi direto para o G3 bege onde ela será mais útil no futuro próximo.
No G3 bege, escaneei uns negativos feitos com a Leica do meu bisavô. O foco com a lente em 1.4 é sofrível, talvez haja necessidade de calibrar o rangefinder. De resto, a câmara funciona bem. Assim as fotos puderam ir mais rápido para as mãos dos fotografados.
Estou planejando mais um negativo comprido para mais uma imagem comprida. Só falta minha outra avó. E também tem umas fotos de sucata para tratar digitalmente.
Ferramentas são câmaras análogicas, digitais, computadores, scanners, etc. São só ferramentas.


