Décimo segundo episódio da série Fotografia Portuguesa, um season finale of sorts

Décimo segundo episódio da série Fotografia Portuguesa. É uma produção de arquivo com imagens da fotógrafa e áudios gravados recentemente com ajuda e amigas que leram os textos da Fátima. Esse é o último episódio dessa primeira temporada, um season finale of sorts, um especial de natal se quiseres, uma homenagem merecida para essa artista lá e cá!

Fátima Roque

n. 20 de abril de 1960, São Paulo, Brasil
m. 20 de fevereiro de 2019, Santo André, Brasil

Fotógrafa e investigadora da fotografia na área dos processos fotográficos, da fotografia precária, para além da técnica. Fotografa com frequentes incursões pelos rios da Amazônia e a ministrar cursos à população local. Participa em grupos de discussão e atuação nas artes visuais e, especialmente, surrealismo, integrando o Grupo Surrealista de São Paulo.

Expôs individualmente no Mezanino de Fotografia, Instituto Cultural Itaú SP e integrou várias exposições coletivas dentre elas Exposição Internacional do Surrealismo Atual – O Reverso do Olhar/Coimbra; Atelier da Imagem/RJ; Centro Cultural da CPFL/Campinas; Prêmio Porto Seguro de Fotografia; Olhares Paulistanos/Paço das Artes e Outdoors, nas ruas; Luzenças, atual Estação Pinacoteca; Habitat II, em Instambul.

É autora de livros-objectos, dentre eles: Gaveta Fotográfica; Caixas de Quase Nada; Frederich Van Velthem e o Mar de Chacororé; Para sempre não existe; O Espírito do Tempo; O que está não é; “Outras Paragens”; Caderno de Descontroles e Aldeia.

Publicações: Sá, Lúcia – Life in the Megalopolis: México City and São Paulo – Editora Routledge, Londres; Rev. Brasileira de Educação – Anped – Rio de Janeiro; “O que está não é” – Revista Fotofagia; Eder Chiodetto – Revista SENAC e Retrato dos Índios no Brasil – Séc. XIX .

Recebeu alguns prêmios, dá aulas e dedica-se a criação de pequenos livros e pequenas edições. Viveu entre Santo André e Seixas.

Tira-Olhos • Lisboa

Ontem fui ao Tira Olhos que é um espaço recém aberto aqui em Lisboa. Eles são uma associação para a fotografia experimental ;-) Foi uma delicia estar novamente com a Sofia (que eu entrevistei semana passada) e poder conhecer a Paula e o Alexandre. O espaço é muito acolhedor e eles tem um lab espaçoso e bonito.

Eles três se definem assim: “A TIRA-OLHOS – Associação de Fotografia Experimental, foi criada com o intuito de desenvolver um trabalho de proximidade com amadores, artistas e artesãos, tendo por objectivo desenvolver, promover, disseminar e ensinar técnicas experimentais e artesanais da prática fotográfica.

Por ‘fotografia experimental’ entendemos um modo de criar imagens (a partir da luz) que não só assenta em princípios técnico-científicos, como dá espaço à natureza errante da experimentação para induzir a forma final do produto. Uma grande parte dos processos que usamos são ou podem ser autónomos do uso do dispositivo fotográfico vulgarmente reconhecido como câmara.
O projecto, sediado em Lisboa, começou a ser pensado em 2018 e ganhou vida em 2019. São membros fundadores: Alexandre de Magalhães, Paula Lourenço e Sofia Silva.” –> https://www.facebook.com/TIRAOLHOSFotografiaExperimental/

Bacana também ler o que a Sofia escreveu sobre a aventura de achar e construir esse espaço: https://nihilsentimentalgia.com/2019/10/24/a-new-adventure-tira-olhos/

E se você ficou curioso para conhecer a Sofia Silva, aqui tem uns minutos de entrevista com ela:

Depois fiz uma entrevista com o Alexandre de Magalhães, e essa está aqui:

Também tem entrevista com a Paula Lourenço: