No Acre

Em Rio Branco conheci a Carmem. Quanta energia. Aprendi bastante. No avião, indo e vindo de uma cidade para outra, li Flusser. Ele questiona até onde vai a intenção do aparelho numa fotografia e a intenção do operador. Ele acredita que o aparelho fotográfico nos programa para esgotar o programa dele próprio. Assim, logo achamos que nosso aparelho é obsoleto, o que nos faz querer adquirir outro aparelho mais novo do aparelho indústria fotográfica. Será?

Pluracidades

Já percebeu como as pessoas sempre estão indo pra algum lugar?
E a cidade é feita para os carros e não para as pessoas?
Nada que o Milton Santos já não tenha dito anteriormente, mas acho que isso é o pano de fundo dessa história. Pluracidades.

Já no plano da imagem, a padronagem que surge fala um pouco da coisas cíclicas e repetitivas, coisas que aparentemente não tem fim. E há uma separação entre o que se move e o que é estático, isso cria um desconforto, vejo ai um comentário sobre o aparelho, o programa, coisas que li no Flusser.

A elaboração se dá através do uso de um scanner ao invés de uma câmara comum. A imagem passa a ser adquirida em uma fração do espaço muito pequena, mas ao longo do tempo, ao contrário de uma câmara comum que fotografa uma fração de tempo ao longo do espaço. Uma constante no meu trabalho, ir em busca de alterações no cerne do processo de formação da imagem, subverter a ferramenta produzida pela indústria.