Oficinas • Sesc Belenzinho • Fevereiro de 2015

Nesse mês de Fevereiro, estou oferecendo duas oficinas no Sesc Belenzinho. Ambas gratuitas, tratam de expor os participantes a uma série de situações inusitadas na produção de imagens.

A primeira é o Hack Foto Lab, uma versão do Hack Lab voltada para a fotografia. Na segunda aula conseguimos fazer um scanner Scan Maker II da Microtek funcionar e pudemos aproveitar o fato dele realizar 3 passagens para obter imagens RGB com o uso de uma roda de filtros. O equivalente a uma serigrafia digital ou ao que artistas faziam com as primeiras máquinas copiadoras coloridas que surgiram na década de 1970.

guilherme maranhão oficina

Na outra oficina, a de Construção de Câmera Digital Artesanal, eu voltei a mostrar a desmontagem de scanners de mesa para obter peças para montar uma câmera. Dessa vez tentamos aproveitar o motor do scanner para criar um dispositivo que captasse imagens panorâmicas, deu nisso:

guilherme maranhão oficina

 

E aproveitei para captar em vídeo o funcionamento da gambiarra:

 

ULF • materiais

Ao meu ver, a construção de uma câmera fotográfica esbarra sempre na equação que rege o custo, a estética, a durabilidade, a funcionalidade do resultado final e a praticidade da operação DIY.

Isso é mais evidente na fase do projeto quando se abre mão de isso ou aquilo para tornar possível construir a câmera com coisas que gente encontra num Leroy Merlin, por exemplo.

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A Dumont Metais fica numa travessa da Rua Piratininga e é muito útil nesses projetos. Eles vendem barras, perfis, chapas. E cortam para caber no seu carro.

A Dumont é como uma alternativa para coisas que não se pode encontrar nas lojas de material de construção, pelo menos para mim.

Outra alternativa na mesma região é a loja Martins Peres na própria Rua Piratininga que vende ferramentas recicladas ou usadas. Lá eu encontro fresas para usar na furadeira de bancada.

ULF • fole

Como já disse antes, segui algumas das instruções do JB Harlin para fazer esse fole, ele publicou um pdf muito bom e completo.

Aqui um breve relato com imagens da minha experiência.

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Fiz cortes estreitos do papel que seria usado para a estrutura do fole, para isso criei um acessório em madeira para minha guilhotina.

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E outro para ângulos das pontas das tripas.

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Ficou bacana o resultado!

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Comecei colando o tecido exterior do aveso em si próprio para fechar o fole. E dai colei os retalhos sobre ele para criar a estrutura. Usei o spray 77 da 3M, que é um adesivo fácil de usar.

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Então colei um tricoline preto para servir de interior do fole.

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O fole fica pronto do avesso, dai é virar e começar a dobrar. Para a parte do dobrar eu fiz um vídeo.

E por fim um teste para ver se cabe na câmera. Ameaçado no lugar com o frame frontal da Toyo no lugar dele.

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A idéia era fazer o fole antes de continuar para saber dimensionar o espaço que ele ocuparia dentro da câmera fechada.

Como ele é bem afinado numa das pontas ele acaba ocupando pouco espaço quando fechado. Estou quase certo de que deveria ter usado um papel mais grosso para encorpar o fole usei algo 250g/m3, mas parece pouco.