Fole DIY

Ganhei de um amigo o esqueleto de uma Toyo Field 4 3/4 x 6 1/2″ (que é um tamanho de filme que caiu em desudo).

A câmara veio com fole, mas o fole estava virando pó então separei os dois para evitar de sujar demais os mecanismos da câmara que estavam muito bons ainda. Veio também um back para filme 4×5″, mas minha idéia agora é fazer um back 5×7″ depois que eu terminar o fole.

O primeiro passo foi pesquisar na web onde encontrei alguns artigos sobre como fazer foles para câmaras, dentre eles os dois mais interessantes foram o do Doug Bardell e o do Daniel Mitchell. Dai estudei o fole antigo e tirei suas medidas (posteriormente descobri que cometi um erro nessa etapa).

O erro cometido tem a ver com o fato de achar que o fole era quadrado, ele não é, é ligeiramente retangular. Vacilo. Mas fui adiante sem saber e preparei a estrutura do fole como manda o artigo de Bardell.

Depois passei à montagem usando a cola 77 em spray da 3M segundo a dica de Mitchell e reutilizei um saco plástico preto de um envelope de papel fotográfico segundo uma outra dica dele também, que torna o fole bem mais barato, por sinal.

E depois coloquei o fole na prensa, para ver se ele pode ser comprimido o suficiente para ficar dentro da câmara. Isso funcionou.

Depois de umas horas na prensa, uma boa olhada no fole revela que ele não ficou quadrado na parte dianteira, fruto do erro no momento da medição do fole antigo. Uma das dias dos sites visitados era de providenciar material para mais de um fole, pensando que isso é algo comum de acontecer, ainda bem que segui essa dica, semana que vem dou notícias da próxima tentativa.

Nova câmara-scanner

Em maio do ano passado sai para fazer umas fotos com minha câmera/scanner. Naquele dia tive uma dificuldade para compor a imagem, a linha que eu queria escanear era muito estreita e eu não conseguia apontar o scanner sem ver o que iria escanear. Uma idéia surgiu ali, mas antes do Hugo me dar uma Nikon N50 que caiu no mar ela não poderia se concretizar.

Da última oficina de scanner sobrou um HP2200C, meu scanner preferido para transformações. Comecei medindo o sensor do scanner e pensando como ele encaixaria na N50 para ocupar o mesmo lugar do filme, já falei disso tudo num outro post. Inclusive nesse link há uma boa foto de como isso foi feito. Depois falei também de como bolei um esquema para garantir que o foco e o posicionamento do CCD eram perfeitos, aqui.

Agora aproveitei o fim-de-semana para concluir a câmera. Usei foam preto para construir uma barreira contra a luz ao redor da nova traseira. Ficou assim:

Do lado esquerdo prendi a placa que recebe os cabos de conexão.

A placa do sensor de projeta para fora na extremidade direita da câmara, por ali sai o cabo chato que liga uma placa à outra.

Agora posso trocar lentes e compor melhor, ótimo.

Mac Mini • resgate

Para processar imagens ganhei um Mac Mini avariado. O computador não consegui reconhecer o HD dentro dele e a ventoinha estava disparada, a toda potência mesmo com o computador desligado e apenas ligado na rede elétrica, estranho.

Pesquisas e pesquisas apontaram para uma morte eminente da placa-mãe, mas porque não aproveitar o computador enquanto isso não acontece? Para tanto fui ao centro e descolei uma gaveta (ou case) para colocar o HD do lado de fora do computador, onde o problema de ser reconhecido não acontecia nos meus testes. E para sanar o “volume” da ventoinha descolei um potenciômetro de fio, de 100 ohms.

O bicho ficou assim, adeus belo design by Apple. Tentei não fugir demais dos materiais do computador e usei uns pedaço de acrílico, para aproveitar a saída de ar da ventoinha e colocar o HD bem na frente. O pino maior é onde agora se controla a potência da dita ventoinha.

 

mini