Tratamento “por” Imagem

Foi divertidíssimo, um pouco de teatro para explicar o funcionamento do obturador de cortina. Dois alunos eram os roletes das cortinas, duas alunas faziam as cortinas (a primeira e a segunda), uma última aluna era o CCD/filme. Quando não tinha nenhuma cortina na frente, separando CCD da sala, os phótons (todos os outros alunos) tinham que acenar para o CCD, o sensibilizando. Fofo.

Comecei a minha tentativa de transformar um scanner HP2200C em um scanner para negativos de médio formato. Havia conseguido dois exemplares recentemente lá no centro da cidade, desmontei os dois e fiz testes iniciais, pelo menos um funcionava.
Deixei as carcaças sobre a mesa durante um tempo e sempre que podia sentava e observava.
Hoje retirei de um outro scanner, um Boedler, algumas engrenagens. Isso faz parte de uma das modificações: diminuir o curso do carro do scanner, ou seja, fazer ele se mexer menos. As engrenages foram parar intercaladas entre o motor do scanner e a correia que move o carro.
Uma outra modificação é diminuir o ângulo de visão da lente do CCD, gerando mais densidade de resolução. Para isso estou estudando a remoção de alguns espelhos e a utilização de ângulos alternativos para que o CCD possa “enxergar” o negativo por um caminho mais curto (vê-lo mais de perto).
É importante tentar manter o encurtamento do curso e a diminuição do ângulo de visão proporcionais. E é bem provável que após cada escaneamento seja necessário ajustar as proporções da imagem (por exemplo, se um negativo quadrado aparecer retangular digitalmente).
Será uma questão colocar a lente em foco sem as ferramentas apropriadas.

Daonde eu deixei no último post.
A maioria dos que tinham e usavam médio formato já compraram suas “35mm digitais”, por falta de opção ou por falta de orçamento. O que eles vão fazer agora? Será que esse mercado de “médio formato digital” vai ser tão grande assim? Será que vão conseguir dividir o mercado novamente? Será que a Canon vai deixar, abandonar o chip de 16.7 MP ou seu sucessor ainda maior? Será que quem comprou backs digitais de 10 ou 20 mil dólares há um tempo atrás acha que se deu bem e pretende continuar investindo pesado no digital? Será que a Mamiya consegue lançar a ZD algum dia, a um preço que faça os fotógrafos voltarem a ter médio formato, equivalente ao da 5D, por exemplo?