Point-and-Shoot 5×7″ • pronta!

Era um sonho antigo construir uma câmara formato 5×7″ para fotos com uma grande angular. Como a que o Bill Brandt usava para fazer suas fotos distorcidas. Tá pronta!

wa5x7

A intenção aqui não é fazer nada parecido com o que ele fez, mas sim ter uma câmara ágil para fazer panorâmicas do Campus Party agora em Janeiro. Usando filme Plus-X nesse tamanho, aberturas em torno de f/45, deve dar um tempo bem longo. A lente é uma Zeiss Protar 90mm f/18.

Estou pensando em ir para lá somente com câmaras que eu fiz: essa 5×7″, uma câmara scanner e uma médio formato improvisada também, para fazer alguns retratos.

Kodak Gravure Copy em 5×7″

Usei novamente o filme ISO 3 em tamanho 5×7″ que havia usado com as esculturas de alumínio. O filme é da Kodak, chama-se Gravure Copy. É ortocromático, ou seja, sensível ao azul. Pode-se usar luz de segurança com filtro vermelho durante a revelação. A caixa sugere usar o DK-50 ou o D-11 como reveladores. Eu optei pelo Agfa 108 que é o revelador de papel que eu uso. Porque revelador de papel? Ah! O filme está vencido desde os anos 70, precisa um pouco mais de acelerador para dar aquele contraste. O revelador de papel também traz bastante redutor, brometo, para limpar a base que tenderia a ficar cinza demais por conta da idade.

O resultado é interessante, com altas luzes brilhantes.

O DK-50 é um revelador para fotos de luz controlada, que pode dar bastante contraste, mas não o suficiente. Se diluido e com um pouco mais de acelerador é um ótima alternativa para revelar um Tri-X vencido.

Na sexta fiz algo que há muito tempo não fazia. Brincadeiras com a tridimensionalidade.
Experimentei dobraduras em alumínio. Luish, obrigado pelo material!
O trabalho que eu queria fazer, na verdade, eram as fotos dessas dobraduras em preto-e-branco.
Montei a 5×7″. O filme vencido desde 1966 não deixou a desejar.
E para acompanhar a minha dobradura escolhi uma matriz que ganhei de presente da Iara.
Duas fotos só para testar a revelação, agora o resto.