Cezanne • primeiros passos

Depois de finalmente conseguir desembarcar o Cezanne do carro, usei um aspirador de pó para fazer uma limpeza de todos os cantos de fácil acesso dos equipamentos. O PowerMac G3 que acompanhava o scanner tinha uma camada espessa de poeira dentro e vários tufos emaranhados nas memórias, processador, etc. Essa faxina já me causou um enorme bem estar.

Montei uma mesa provisória para testar os dois computadores, ambos ligaram e isso foi comemorado calorosamente! O G3 continha os programas do Cezanne. Ele tinha o OS8.5 instalado e 320Mb de RAM. Duas limitações para meus projetos ambiciosos com o Cezanne.

Descolei dois HDs de 40Gb e em ambos fiz partições de 20Gb e clonei os dois HDs internos do G3 duas vezes. Mais uma etapa que trouxe alívio.

Minha estratégia envolve agora passar esse HD já instalado para um G3 azul e branco. Para isso terei que fazer o update o OS8.6. A placa SCSI será levada também. E poderei ter até 1Gb de RAM.

Então fiz o update para OS8.6 já usando um dos HDs clones no lugar dos dois HDs SCSI. Conectei scanner e computador. Pela primeira vez tentei ligar o scanner.

Várias luzes se acenderam e veio um apito (ruim). Acendeu bem firme uma luz vermelha com um ponto de interrogação na frente do scanner.

Liguei o computador e acionei o software do scanner. Esse por sua vez devolveu uma mensagem de erro. A mensagem trazia uma informação: setup inicial não havia sido capaz de resetar o diafragma da objetiva do scanner.

Abri todo o scanner (e ele por dentro é lindo! uma pequena câmara sobre trilhos que se posiciona em qualquer lugar da caixa para obter o melhor ângulo para cada negativo).

As possibilidades eram grandes, podia ser graxa ressecando no anel do diafragma, podia se um motor step preso entre dois steps, podia ser um sensor em U com mal contato, podia ser um fio solto em algum dos itens acima. Mexi em tudo isso, verifiquei os contatos, acionei o diafragma algumas vezes. Fechei o scanner e tentei ligar ele novamente.

Sucesso. O software reconheceu o scanner e tudo correu relativamente bem.

Enquanto eu tinha o scanner aberto eu já tinha visto um problema potencial, a poeira, por toda a parte, sobre a objetiva, sobre o espelho principal que é super importante. Uma faxina mais fina e cuidadosa agora se faz necessária no interior do bicho.

ULF • idéias

Nesse primeiro semestre estive pesquisando na web novamente idéias para a construção de câmara de grande formato. Nos meus planos estão uma câmara bem grande para filmes de 30x45cm, 20x50cm e 50x60cm.

Dentre os vários links que encontrei, seguem aqui alguns:

Uma lista de sites com câmaras construídas feita por Jon Grepstad.

Uma página bacana sobre obturadores tipo guilhotina.

Uma outra sobre como fazer uma tampa de couro para objetivas! Linda!

E minha predileta até o momento, uma documentação da construção de uma câmara ali na Nova Zelândia.

Por ai com uns amigos

Em diversas reuniões e conversas já ouvi argumentos contra as famosas saídas fotográficas.

Lendo um texto do Daido Moriyama no livro Setting Sun sobre a decisão de sair e fotografar comecei a acreditar menos nesses argumentos e apostar mais nas saídas. O texto se chama Decision to Shoot.

Recentemente fiz dois experimentos, um em Bertioga junto ao pessoal do Esquina da Foto e outro mais reservado em um ferro velho num local que não deve ser revelado (suspense).

Nessas fotos do Penna (sempre explorando a perfomance como forma de expressão), os dois grupos pequenos, esgotados após um dia carregado mais equipamento do que o corpo permite.

Aula • intervenção em negativos

No curso do Intermediário do Pompéia sempre tem uma aula que é incrível: a aula de intervenção em negativos. Inspirada nos trabalhos de fotógrafos como o Eustáquio e o Geraldo.

No início os alunos ficam meio temerosos de destruir um negativo de seu acervo, mas logo a brincadeira dá gosto e tem quem põe tudo a perder e arrisca o que tem de melhor!!! Eu me divirto muito vendo isso!

Front Mounting

Recentemente consegui instalar uma objetiva num obturador de uma forma bem diferente. A técnica de front mouting foi difundida mundo afora pelo Sk Grimes, mas essa aqui ficou diferente. O obturador é um Acme da Ilex que tem uma característica interessante: a parte de trás dele (com o difragma) desaparfusa da parte frontal. Isso facilitou bastante o front mouting, já que tirou o diafragma do caminho junto com a rosca para o elemento original traseiro, que costuma atrapalhar o ângulo de cobertura da lente que se quer montar.

Fiz três furos direto no lensboard Technika/ShenHao e montei o obturador direto nela, ao lado a peça traseira com o diafragma que foi dispensada.

Acertei a posição da objetiva, uma Cooke Primoplane, o mais próximo possível das lâminas do obturador.

Usei uma chapa de alumínio bem fina, que pode ser cortada com estilete e tesoura para apoiar a objetiva nesse teste e prendi essa placa ao obturador com cola quente, como de costume, enquanto testo isso.