Agora foi a vez de levar essa oficina para o Sesc Campinas. Na primeira aula falamos de Jacques Henri Lartigue, de provas de contato e depois olhamos o trabalho Jump do Philippe Hallsman.
A aula acabou assim:
câmeras, scanners, filmes… quebrados, obsoletos, vencidos, mofados, estragados…
Agora foi a vez de levar essa oficina para o Sesc Campinas. Na primeira aula falamos de Jacques Henri Lartigue, de provas de contato e depois olhamos o trabalho Jump do Philippe Hallsman.
A aula acabou assim:
O Roger Sassaki e eu estamos bolando uma oficina nova desde Junho passado. A idéia era oferecer uma maneira simples de abrir as portas do grande formato para quem não tem câmera fotográfica e fazer as pessoas botarem a mão na massa e desvendar o interior da caixa preta.

Com os processos mais acessíveis da fotografia analógica hoje em dia sendo o filme raio-x e a placa de vidro emulsionada fomos criar uma câmera que pudesse atender a esses processos, algo que pudesse ser oferecido em forma de kit e que fosse montado durante uma oficina curta onde tivéssemos a oportunidade de explicar o funcionamentos do equipamento e os procedimentos pertinentes a esse tipo de equipamento fotográfico.

Assim nasceu a oficina para montar a Câmera Oca. O aluno recebe um kit que inclui todas as peças necessárias para a montagem de uma câmera 13x18cm no estilo sliding box. A câmera aceita tanto chapa de vidro quanto filmes raio-x e inclui uma objetiva que o próprio aluno monta também.
Os professores acompanham todo o processo de montagem e não é necessária experiência com marcenaria. A montagem oferece uma maneira única de entender como a câmera funciona e o aluno terá a oportunidade de fazer um ambrótipo ao final da atividade. Acreditamos que poder montar uma câmera própria de madeira é algo muito bacana, divertido e altamente gratificante, temos construído nossos equipamentos por um bom tempo e são experiências inesquecíveis. A gente espera poder dividir isso com vocês.

De 10 a 14 de Novembro de 2015
Mais detalhes em: http://www.imagineiro.com.br/
O Fausto Chermont e eu passamos o ano nos encontrando por conta de várias conversas e volta e meia o Fausto insistia na idéia da gente gravar isso. As noites de segunda sempre foram nosso horário de se encontrar e do meio do ano para cá já foram 10 pilotos e agora 2 programas ao vivo, estamos nos divertindo.
Então o Foco Crítico é um programa ao vivo toda segunda às 22h que vai ao ar pelo Periscope…….
UPDATE: Todos os vídeos do Foco Critíco agora estão nesse canal no Youtube!
Estarei no Festival Internacional de Fotografia em Belo Horizonte, vou oferecer uma oficina chamada Armadilhas nos dias 5, 6 e 7 de outubro próximo.
Vamos catar coisas pela cidade e construir uma câmera improvisada em um dia. Tá na área? Apareça!
A programação é a seguinte:
• dia 5/10 – 14h às 17h
Apresentação da oficina e do instrutor, apresentação dos alunos, projeção de imagens, discussão de como foram feitas, rodada de discussão sobre o assunto e planejamento do dia seguinte
• dia 6/10 – 9h às 17h. – intervalo de almoço –
– Garimpo (manhã), Construção/Montagem (tarde) encontro no local previamente acertado, passeio pelas lojas de sucata eletrônica e de equipamentos fotográficos usados, por camelôs e bazares de usados, retorno ao local da oficina e início dos trabalhos de bricolagem)
• dia 7/10 – 14h às 17h.
Testes e Discussão finalização da geringonça e testes de imagem com o laboratório portátil – pode dar tudo certo ou errado, produção de um vídeo curto sobre o processo para compartilhar o conhecimento adquirido
Confira outros detalhes no site do Festival: http://www.fif.art.br/2015/armadilhas/
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Vou editar aqui e colocar umas imagens da oficina:

No fim de Julho passado recolhi um 1045 que pertencia ao Ricardo, o antigo proprietário do Cezanne também. Foi um processo em etapas e a última foi um carreto com quatro pessoas para erguer os 160Kg desse aparelho para dentro de um furgão.
Para aliviar o peso eu já havia retirado várias peças do scanner com uma certa antecedência. E também havia checado o estado das rodinhas sobre as quais ele estava apoiado pelos últimos 20 anos.

Chegando ao estúdio, com um chão lisinho, foi muito fácil manobrar o scanner. Dei início a uma faxina pesada para tirar o excesso de poeira e algum mofo.

O Powermac 9500, as portas, cabos diversos, cilindros, unidade de montagem de cilindros, vários parafusos e outros dois Macs G4 fizeram a viagem separadamente. O Powermac 9500 era original do scanner (ele vinha dentro do scanner para fazê-lo funcionar), tinha um tanto de ferrugem na parte externa, liguei na tomada e ele me devolveu um puf de fumaça e faíscas. Desmontei, salvei placa de vídeo e HDs e mandei para a reciclagem.

Comecei a desvendar o scanner, investigar suas partes internas, fazer uma limpeza mais fina e precisa. Descobri mofo nas lentes que focam o feixe de luz, mofo na lente da ocular de foco, etc.
Então fiz minha primeira tentativa de ligá-lo, tudo correu bem. Usei um dos Macs G4 para fazer uma nova instalação. Consegui ajuda num grupo dedicado a esse modelo de scanner na internet. A instalação foi bem e o computador conectou-se ao scanner sem problemas.
Tentei executar um primeiro escaneamento e encontrei o Err.01. O scanner estava incapaz de calibrar o branco. Li e reli diversas mensagens a respeito, pode ser tudo de lâmpada velha à fonte do scanner incapaz de gerar 15 volts. Fiz uma limpeza profunda na caixa inferior e aguardo lâmpadas no correio.

Em breve saberemos o que aconteceu com esse aqui.