Rolleiflexzinho do Clube do Analógico

Rolleiflexzinho do Clube do Analógico foi hoje, esse é o rolezinho que acontece de vez em quando. Não precisa ter uma Rollei para participar, pode ser qualquer câmera, filme ou digital, o nome é apenas um trocadilho, mas a galera levar as analógicas. 


Levei minha 8×10″ da Rochester Optical Co. com uma objetiva Schneider Angulon 165mm e usei Kodabromide F2 peso simples 18x24cm como negativo para essa foto do grupo. Graças ao lab do Luciano Bernardes revelamos esse negativo de papel lá mesmo! Valeu Rosangela Andrade por agitar esse passeio lindo!


Essa foto a Priscila Bellotti tirou na hora dos preparativos. 


O negativo ainda molhado. O chassi debaixo do braço. 


E uma foto que a Ro tirou para terminar. O chapéu é essencial no Minhocão. Protetor solar também!

De Vere 504 • um trio de colunas

Fui encumbido por uma amiga para resgatar 3 De Veres desmontados e quem sabe fazer um bom para ela. O projeto já está rolando e vou tentar contar algumas soluções e perrengues que eu encontrei aqui. 

Três ampliadores e apenas um lensboard, um problema. Tanto ela como eu usamos Durst também. Então desenvolvi um adaptador aproveitando um suporte Durst original cortado para caber no De Vere. 


Cortei na tico-tico, não repara. 

Interessante perceber que as três colunas tem design interior totalmente diferente. Cada uma de uma época, com um cabeamento diferente. Os cabos ligam os contrapesos nas manoplas de controle sob a mesa. 


Desmontar e montar isso é um desafio. Para completar os parafusos do ampliador inglês são raros e encontrar substitutos tem se mostrado complicado. Por outro lado o fole fica preso com velcro no lugar, genial!


Os filtros da cabeça cor correm em pinos de latão com cortes. Esse ampliador foi tão usado que os filtros foram afundando os cortes até que os filtros cairam dos pinos de cima. A solução foi girar os pinos  e encontrar pontos onde eles ainda estavam novos, depois colocar um pouco de graxa para amenizar o desgaste. 

A Oficina de Juveny Lourenço

Em 1964, Juveny foi na trabalhar na oficina da Zeiss no Rio de Janeiro como officeboy. Começou a aprender o ofício de consertar câmeras e objetivas. O tempo passou e quando a Zeiss deixou o Brasil em 1968 ele se juntou a um técnico alemão que queria ficar no Brasil e abriram uma oficina aqui. O sócio faleceu em 1970 e Juveny continuou.

Em 1974 teve a oportunidade de treinar 3 meses na fábrica da Zeiss em Stuttgart. Um tempo depois a oficina saiu do centro do Rio para Copacabana onde está até hoje.


Juveny conserta apenas câmeras mecânicas e lentes manuais, deixa os eletrônicos para os colegas.


Um armário de madeira guarda um pequeno museu de câmeras que não funcionam mais. Numa prateleira as que ele consertou e que estão à venda.


Ele não pensa duas vezes, decidiu que em 2016 ele se aposenta. O torno e o esmeril, adquiridos em Stuttgart em 1974, já estão à venda. Sr. Juveny atende na Av Nossa Senhora de Copacabana, 1120 sl 1007, apenas das 9:00 às 11:30. Interessou pelo torno? Fala com ele no 21.992.572.047

Oficina • HackFotoLab no Madalena CEI

Vou oferecer o HackFotoLab no Madalena CEI às terças entre Novembro e Dezembro a partir de 22/11/16, para quem se interessar, o aviso está aqui. É uma oportunidade de realizar seu próprio projeto de construir algo fotográfico ou se você não tiver uma coisa em mente, pode também partir para realizar um projeto de uma câmera de papelão!

HackFotoLab

 

Polaroid Palette • primeiro teste completo

Essa imagem foi feita de Novembro de 2012 em Jena na Alemanha com um iPhone 4S. 


A conversão para p&b foi feita num editor de imagens e tudo certo até ai. Essa foi umas das imagens que eu imprimi em Kodak Double-X com o Palette. Hoje completei o teste imprimindo a imagem numa folha de papel Multigrade MGD44.M 30x40cm. O papel tinha vencido em 2000 (note as bordas escurecidas), mas serviu para analisar a resolução do Palette e a deformação da imagem (pincushion).


Bom, tem umas manchas correndo à direita dos objetos escuros, como aqui, por exemplo:


A resolução é insuficiente para o meu gosto, mas o filme bem granulado ajuda bastante a impressão geral da foto. Aqui uma foto com auxílio de uma lupa:


Agora é testar um pouco de Unsharp Mask ai e ver se há melhora.