Alguns trabalhos novos no site

Subi mais dois ensaios no site, um sobre o aniversário de Brasilia de 2010 que até hoje eu não havia editado, escolhi 14 imagens desse dia, falando sobre presença e ausência, sobre o lixo e a sujeira, o descaso. O outro é um pequeno ensaio num ferro velho em Campo Limpo Paulista em 2013, que fala mais sobre formas e geometria das coisas que aguardam uma reutilização ou uma reciclagem.

Provinhas

Outro dia aproveitei a para fazer provas de um ensaio que fotografei em 2013 em Curitiba. Ainda não encontrei uma maneira de traduzir o not a through street, que seria aquela rua que não leva a nenhum outro lugar senão de volta à mesma rua de onde ela sai, como uma alça que começa e acaba na mesma rua. Fica sem saída por enquanto, vou me informar melhor, mas acho que essa placa não há no Brasil, vide isso aqui.

A Epson precisou ser acordada de um mês e meio sem uso, foi necessário um fim-de-semana com líquido de limpeza nos parking pads, mas foi só isso e ela logo voltou ao normal. O carbono é bem amigável e desentope facilmente até numa cabeça série x900.

Microtek ArtixScan F1

Ele também é conhecido como Microtek ArtixScan M1 na América do Norte, onde ele foi lançado depois, mas na Europa e na Ásia ele vendia como F1. É uma história complicada e tem a ver com um período de tempo que a Microtek não tinha representante nem escritório nos EUA, mas deixa para lá.

Segundo o ScanDig ele tem resolução real bem próxima da que pode ser conseguida a muito custo com Epson V700/750, algo em torno de 2000 dpi. O F1 tem uma bandeja dedicada a filmes e sua objetiva tem autofocus, mas o que é muito superior à maioria dos desktops é o range dinâmico,  dai os outros scanners não acompanham mesmo. E, a meu ver, isso ajuda nas conversões de negativos coloridos, já que a máscara laranja consome parte do range.

Exposições múltiplas no scanner poderiam ajudar? Acompanhei alguns testes do Cesar Barreto com os Epsons e em scans sucessivos ele não mantém o registro perfeito. Isso parece atrapalhar mais o trabalho do ICE do que as múltiplas exposições, mas é um problema a mais para considerar.

Nos comentários desse post aqui, um cara sugere o approach com negativos 8×10″ que estou usando na imagem abaixo: fita adesiva esticando o negativo sem deixar ele apoiar sobre o vidro. Funciona muito bem, o negativo fica esticado e não há vidro para causar anéis de Newton. E esse grupo aqui no Flickr tem alguma outras dicas boas guardadas, num dos posts um usuário diz que o scanner chega a 2500 dpi, não dá para saber como ele obteve esse resultado, mas como ele, entre resolução e range dinâmico, acredito que o F1 seja melhor que os Epsons.

No fim do review do alemão Scandig ele reclama muito do software original e enaltece o software alemão Silverfast. Muitos review de compradores desse scanner reclamam do Silverfast no site da B&H. A versão 8 que acompanhava os Epson era cheia de problemas, a versão anterior 6.6 era melhor, acho que isso explica em parte as opiniões tão diferentes, a outra parte é o fluxo de trabalho muito complexo do Silverfast em todas suas versões.

Perder o Medo #1 • curso na Contraste Fotografia

Estou super feliz que um papo despretensioso com o Thales e a Cintia da Contraste Fotografia resultou numa oficina bacana e com possibilidade de um aprofundamento no mundo dos scanners e das câmeras de fenda.

A oficina Perder o Medo #1 é um começo de uma conversa sobre diversas pesquisas que eu desenvolvi ao longo dos últimos 25 anos.

Máquinas menos rebeldes no inverno de 2018

Foi uma grata surpresa esse fim-de-semana no Sesc Av Paulista, os scanners mais antigos e portáteis que possuo se comportaram bem demais. São eles:

• Microtek Scanmaker II (1993) com sua roda de filtros RGB e seus scans de três passagens com um CCD p&b;

• Epson GT-5000 (Epson ActionScanner II Mac, 1994) e suas três lâmpadas de cores diferentes para scans RGB;

• Canon Lide 25 (2005) fininho e com fibra de vidro ao invés de objetiva e um sensor tipo CISS ao invés de um CCD;

Todos funcionaram para o deleite dos presentes.

fotogramas_com_scanners

Essa imagem, a última do fim-de-semana é um colaboração entres os que ainda permaneciam na sala depois de tantos scans: Rita, Antonio, Josué, Gustavo, Íris, Lívia e eu.