Zu verschenken

A regra é simples: na Alemanha podes deixar items dos quais quer se desfazer à sua porta, contanto que caibam numa caixa de papelão devidademente identificada, em geral se escreve “zu verschenken”. Assim esses objetos não serão considerados lixo fora de lugar e poderão ficar ali até que alguém que esteja passando os queira levar consigo.

É um tanto agradável andar por um lugar onde a civilidade e o senso de comunidade tem tanta força que essas caixas se tornaram hábito e tem uma, mesma que já vazia, na porta de cada prédio.

Ainda assim, existem pontos de recolha para pequenos aparelhos e têxteis em todos os bairros, em geral junto aos pontos de recolha de recicláveis.

Ainda assim, alguns items acabam se tornando trabalhos artísticos pelas ruas…

Ciclo de exposições Fotógrafas Experimentais

Finalmente começou!!!! Abro esse post com uma selfie rápida no fim da montagem, ainda na bagunça.


Aqui segue o press release sobre a exposição e o projeto:

A obra de Fátima Roque está em destaque na primeira exposição do ciclo Fotógrafas Experimentais que, até novembro, vai revelar dez mulheres pioneiras na área da fotografia. A iniciativa integra o programa da Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura, depois de ter sido escolhido no âmbito do programa Todo-o-Terreno.

“Fotógrafas Experimentais” celebra a fotografia como campo de experimentação e resistência criativa, cruzando-se com o rico património fotográfico de Braga. De fevereiro a novembro, no café anexo à padaria Amor&Farinha, serão apresentadas as investigações visuais de dez fotógrafas através de exposições, conversas e oficinas.
A cada mês, há uma exposição dedicada a uma artista diferente. Cada uma delas traz a sua abordagem única, desde técnicas pré-industriais até à reutilização de tecnologias modernas, explorando a fotografia como gesto político e poético.


Cada ciclo mensal integra também uma oficina dedicada a diferentes técnicas fotográficas. As oficinas funcionam em formato de aulas abertas, sem necessidade de pré-inscrição.
A primeira exposição inaugura às 18:00 do dia 4 de fevereiro e é dedicada a Fátima Roque (1960-2019), artista que inspirou este projeto.
Roque foi fotógrafa e investigadora da fotografia. Fez frequentes incursões pelos rios da Amazónia, não apenas para fotografar, mas também para ministrar cursos à população local. Integrou o Grupo Surrealista de São Paulo, tendo exposto individualmente em várias instituições brasileiras e internacionais.
“Fotógrafas Experimentais” é impulsionado pelo TiroLiroLab, coletivo de arte e tecnologia que propõe práticas sustentáveis e inovadoras.
A iniciativa integra o programa da Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura no âmbito do programa Todo-o-Terreno.

Retratos em raio-x

Para encerrar meu ciclo de 4 aulas no Nébula fiz uma aula sobre o uso de filme raio-x em câmaras de grande formato.

Revelamos os negativos ali na sala mesmo, com meu laboratório portátil feito de cartão e madeira.

Era um dia chuvoso, tivemos que nos posicionar bem próximos às janelas para ter luz suficiente.

O grande desafio do dia era manter os químicos na temperatura certa, sendo que dentro da sala de aula estava 15C. Além do material de laboratório, levei comigo uma grande cafeteira elétrica. Deixei ela cheia de àgua, que se manteve quente durante toda a aula. Sempre que achava que era o momento, adicionava um pouquinho daquela água bem quente aos químicos e deu certo.

Quimigramas no Campo das Carvalheiras sob a chuva bracarense

Ah! Nada mais bracarense que uma chuva fraca e persistente!

Assim foi a oficina de quimiogramas que fez parte do núcleo de artes visuais do Nébula, sob uma garoazinha bracarense.

Usamos uma das mesas de merenda do Campo das Carvalheiras no centro histórico de Braga, num dia nada especial para isso…

Reaproveitamos uma caixa de papéis fotográficos bem pequeninos da Gevaert, um Ridax tamanho 8x8cm, fibra, peso simples, brilhante. Usei Rodinal bem diluído para dar uma revelação bem lenta, perfeita para iniciantes em quimiogramas.

Conseguimos muitos meios-tons, ficou muito bacana!

Faltou mesmo foi uma bebida quente para manter o corpo mais quentinho!

Captura sonora

Tenho me divertido no mundo dos sons ultimamente e resolvi colocar em uso um gravador que eu tinha de época em que fazia vídeos de casamentos.

O gravador é simples, um Zoom H1n, e tem apenas uma entrada TRS 3.5mm. Queria explorar o mundo inaudível das ondas electromagnéticas com ele.

O primeiro microfone que fiz com uma bobina tirada de uma televisão que encontrei no lixo. Liguei a bobina num pré-amplificador, soldei tudo dentro de uma caixa, com pilhas, um cabo estéreo etc.

Com o tempo, percebi que essa caixa era ótima, mas um podia acomodar mais ideias. Criei uma bifurcação na entrada do pré-amplificador para poder trocar de microfone mais facilmente.

Inclusive descobri que podia usar elementos piezo conectados a essa caixinha!

Depois fui em busca de outras bobinas para fazer outros microfones eletromagnéticos. Achei uns eletroimãs que eu desmontei, separei algum cobre de uma outra bobina de TV, achei um pedaço de ferrite e fiz uma bobina pequena.

Comecei a ouvir os ruídos dos diversos aparelhos aqui de cada, da minha TV, do meu aquecedor, do roteador, do mostrador digital do forno elétrico, do telefone, dos carregadores de celular. As bobinas maiores captam o ruído de todo o dispositivo. Com as bobinas menores consigo isolar um ruído específico de uma parte dos dispositivos. Essa exploração é uma delícia.

Eko Madrigale • em processo

Comecei a fazer umas aulas online de piano. É uma delícia. Esse órgão tem sido um grande divertimento.

Estava agorinha fazendo os faders dançarem numa solução de álcool e removedor de gordura. Acabei fazendo essa imagem simbólica, mas que mostra um líquido ligeiramente amarelado da sujeira que saiu de dentro dessas peças.

Com sorte vão voltar a vida.

Descobri a tese do Peter Blasser, criador dos instrumentos Ciat-Lonbarde. E também seus paper circuits. Que viagem.