Ateliê

O ateliê tem que estar dentro de você, disse o professor Wladimir um dia. Viajei onde nascem as gravuras dele e imaginei o que seria o ateliê que ele imaginava naquele momento. Desde esse dia vejo as mudanças que faço no meu ambiente de trabalho como reflexo das mudanças que ocorrem no meu fluxo de trabalho.

Troquei uma grande mesa por duas estantes, uma mesa menor e mais espaço no chão. O que será que isso quer dizer?

iMac firewire

Um computador que eu recebi de uma amiga recebeu por sua vez um transplante de cérebro. O iMac era um 350Mhz, achei por acaso uma placa mãe de um modelo 400Mhz (com firewire) anunciada por um shaper californiano (sim, o figura faz pranchas de surf!) na internet.

A placa mãe era perfeita para fazer um upgrade nesse Mac e torná-lo mais útil para um fotógrafo. Os correios facilitam tudo hoje em dia e depois de algumas semanas a placa cá chegou a salvo.

PFU DL2400 pro

Uma questão de escala. Finalmente, com ajuda de um francês boa praça, consegui fazer meu scanner novo funcionar. Para ilustrar o tamanho da criatura fiz uma foto dele junto com o que eu achava ser um scanner grande, um Umax 1220S. Para dar escala coloquei uma Nikon FM2 no meio. O Lynx A3 tem 25Kg e a julgar pelas marcas nele todo, ele foi jogado para lá e para cá no galpão das sucatas, impressionante como o vidro não quebrou e ele continua funcionando normalmente.

A comparação

Slit video

O Braz falou várias vezes e eu agora me ponho a imaginar uma maneira de fazer algo que poderá se chamar slit video. Porque a fotografia com CCD linear se chama slit photography. Ou seja, estou pensando em como viabilizar uma maneira de escanear o vídeo, escanear frames.
Um amigo sugeriu um approach interessante, através de programação para modificar um arquivo AVI ou MPEG e chegar na visualidade pretendida. Será que finalmente vou aprender Visual Basic?
E o assunto é programação mesmo. O software que o francês prometeu enviar nunca chegou (ainda). Acessei os arquivos do SANE e nada que sirva para meu scanner. Comecei a conversar em um lista sobre como criar um driver para o meu scanner que funcione com o SANE.
Acho que não tem volta.

Clóvis Dariano

Outro dia fui a uma exposição ali no Instituto Tomie Ohtake, sobre a arte brasileira nos Anos 70. No meio daquilo tudo, de várias coisas interessantíssimas vi três fotos de um desconhecido para mim até então: Clóvis Dariano.
As fotos eram reproduções de colagens com outras fotos, o trabalho me chamou muito a atenção. Às vezes vejo a metalinguagem num trabalho, aquilo me pega. E o trabalho era muito bem acabado, um primor. Fino.
Fui atrás do indivíduo pela web, só achei outras coisas, até na coleção do Paiva ele está, mas com fotos de bondage. Enfim, anos 70. As imagens do link que deixei aqui também não refletem o que vi, mas são o único portfolio dele que encontrei na rede, já é uma outra vibe.