
Foi uma saída eclética. Ali do vão do Masp cada um escolheu o que fotografar numa noite com nuvens que se moviam rápidamente. Eu ainda não revelei minhas chapas de 8×10″. Foto by Daniel Malva!
guilhermeMaranhão • refotografia
câmeras, scanners, filmes… quebrados, obsoletos, vencidos, mofados, estragados…

Foi uma saída eclética. Ali do vão do Masp cada um escolheu o que fotografar numa noite com nuvens que se moviam rápidamente. Eu ainda não revelei minhas chapas de 8×10″. Foto by Daniel Malva!

Acho que já postei isso antes, mas não encontrei, talvez não tenha procurado pelas palavras certas. Como secar uma foto enorme, seja de papel RC, fibra ou até de poliéster como essas duas aqui. O poliéster, que fique claro, é o mais difícil, tem uma força enorme e uma vontade de se enrolar de novo.
Pelo que eu aprendi, se deve começar fazendo a volta maior, que fica fora, e depois ir desenrolando o papel para o meio. São necessários seis braços e mãos para executar essa operação com calma. Com meus dois eu consegui, mas há uma certa demora e se deve ter mais paciência.
O piso da cozinha é perfeito para isso, lembre-se de fazer perto de um ralo ou colocar panos a volta do papel para absorver a água que quiser passear.

Uma foto já do fim do ensaio, quando a minha última ceia já havia sido quase toda desmontada. Nos fundos do supermercado perto de casa apanhei um pacote do lixo contendo vários cutouts de papelão que viraram meus apóstolos.
Desencavei um arquivo que foi parte do relatório que eu apresentei ao final da minha iniciação científica em 2005. O assunto era Time Lapse.
Esse papo sobre o laptop que não quebrou e a impressora que perdeu a lubrificação só me fizeram lembrar de uma máquina copiadora que eu peguei no lixo no Canadá. A empresa deve ter jogado fora por duas razões: uma ela só travava, a luz do paper jam ligada direto, outra era ela velha demais para se contratar um plano de manutenção.
O fato é que com a ajuda de uma lanterna comecei a investigar dentro da copiadora a razão para o paper jam que nunca ia embora. Encontrei um pedaço de papel de 3x3mm preso sob o sensor de carregamento de papel. O pedaço deve ter ficado ali quando de fato houve um aprisionamento de papel e a pessoa puxou o papel na direção errada. E dai para o lixo.
Ganhei uma impressora de uma amiga, junto com mais umas tranqueiras bacanas. O filho dela pelo visto achou o plástico transparente interessante e encheu a impressora de coisas ao longo dos anos. Achei pedaços de plástico, pedaços da própria impressora e muita poeira.
Depois de limpa e montada novamente, tentei fazer funcionar. A cabeça de impressão ficou louca e saiu batendo para ambos os lados, como quem diz: Eu me nego!!!!! Não quero!!!! Ah!!! Uma coisa assim meio manicômio. Todas as luzes piscando!
Digitei no Google: Epson 740 odd problem. Não é que tava lá! Algumas gotas de óleo na barra cromada e fomos em frente. O fato é que a cabeça de impressão tem dificuldade de se mover e perde a noção do seu posicionamento. Vai entender!? Com o óleo na barra a cabeça se move normalmente e freia quando tem que frear.
Google é uma ferramenta ótima e basta uma palavra-chave para encontrar uma solução.