CRT vs LCD

O mundo foi tomado de assalto pelos LCDs (liquid crystal display). E eu me vi forçado a comprar um, mas consegui evitar. Afinal, tem sempre alguém que fala que LCD não serve para tratar foto. E tem também o Clício que fala que só três monitores servem para isso: o Dell 2407, o Apple de 23 polegadas ou qualquer Eizo. O fato é que a gente tem que ler muito para descobrir o que essas pessoas querem dizer. Existem três tecnologias por trás dos tais LCDs: TN, PVA/MVA e IPS.

TN é a carne de vaca (consumer grade), se você está lendo esse post em um LCD, 95% de chance que é um TN, se custou menos de 1000 reais novo, 100%.

IPS é uma tecnologia mais cara, sendo que parece que PVA/MVA é a versão da Samsung para ela (mas posso estar enganado, ou não, afinal parece que a Samsung tem uma versão sua para tudo nesse meio). IPS tem um contraste que se aproxima do contraste do CRT (cathode ray tube) e isso é bom. Já o preço… os monitores da lista dada pelo Clício em sua palestra são todos IPSs.

Quer saber se seu monitor é TN, PVA/MVA e IPS?

Mas o que fazer então para evitar ser engolido pelo mundo dos LCDs? Correr atrás de um CRT ainda funcionando? Acho que sim.

Grafite Digital

Ontem à noite fui participar de um negócio muito bacana, o Fred Paulino amigo da Bibó e do Ganso tava organizando uma pixação eletrônica em uns prédios aqui de BH onde estou passando uns dias. A gente chegou em uma esquina da Av. do Contorno, puxou uma extensão elétrica, ligou um laptop, uma câmara DV e um projeto de 3500 lumens (datashow). O setup inclui um software desenvolvido por Theodore Watson e um laser potente, para escrever no prédio. O software vê o laser sendo projetado no prédio com a ajuda da câmara e usa o projetor para desenhar por cima da superfície. É uma encrenca genial e a criançada que passou pela rua adorou a brincadeira! Vale uma outra referência no assunto o graffiti research lab. Fotos, só em filme.

Câmara com 16 objetivas

Tudo começou com um saco de 100 monóculos, daqueles nos quais se coloca um meio-frame 35mm de slide. Juntei 16 desses monóculos com cola quente. Comecei ao redor deles uma estrutura de papelão.

A coisa cresceu e ganhou um obturador estranho na frente. Um fenda que corria pela frente das lentes dos monóculos.

Dezesseis pontos de vista.

Metareciclagem

Recebi esse e-mail, que reproduzo na íntegra:

“Olá

Em primeiro lugar, desculpem por essa mensagem. Sei que em nenhum momento
vocês optaram por receber mensagens da Rede MetaReciclagem. Esta é a
primeira e única vez que você vai receber algo assim. Para algumas
pessoas, esse e-mail não traz nada de novo. Desculpem de novo.

Meu nome é Felipe Fonseca, pode ser que a gente já se conheça de algum
canto da internet. Pra quem não me conhece, eu fui um dos fundadores da
rede MetaReciclagem, seis anos atrás. O propósito dessa mensagem é
contextualizar um pouco sobre o que é a MetaReciclagem, e chamar todxs
vocês a participarem.

A MetaReciclagem começou em São Paulo, com um pequeno grupo de pessoas
que fizeram uma parceria com uma ONG chamada Agente Cidadão. O foco
inicial do grupo era pegar doações de computadores usados,
remanufaturá-los e entregar para projetos sociais. Isso foi em 2002. De
lá pra cá, a MetaReciclagem cresceu como uma rede descentralizada, com
gente no Brasil inteiro, e vindos de diferentes áreas: desde pessoas
envolvidas com vários projetos de inclusão digital e assemelhados a
jornalistas, educadorxs, engenheirxs e curiosos em geral. Desde aquela
época, o que mantém a identidade coletiva do que veio a ser a rede
MetaReciclagem são algumas ferramentas que a gente usa na internet.

Com essa evolução descentralizada – passamos de algumas pessoas em São
Paulo pra centenas em todo o país – o que veio a diferenciar a
MetaReciclagem de qualquer projeto de reciclagem de computadores é
justamente o uso dessa estrutura. Ou seja, a diferença entre reciclagem e
MetaReciclagem é que a segunda é uma rede de pessoas que se comunicam,
trocam informações, contam para outras pessoas sobre seus aprendizados e
dificuldades, e se ajudam com o apoio dessas ferramentas.

Por isso é que estou escrevendo essa mensagem: para convidar todxs aqui a
entrar nessa rede para se apresentar, para contar para outras pessoas da
rede MetaReciclagem sobre o que vocês estão fazendo, e, de alguma forma,
entenderem que vocês não estão sozinhxs nesse mundo.

A ferramenta mais importante é extremamente simples: uma lista de
discussão por email. Vocês podem se cadastrar aqui:

http://lista.metareciclagem.org

É legal, mas não obrigatório, que depois de cadastrar vocês mandem um
email se apresentando para a galera. Isso também vale pra vocês que
estão cadastradxs mas ainda não se apresentaram.

E também podem consultar um pouco da história das conversas na lista
acessando o histórico:

http://arquivos.metareciclagem.org

Além disso, eu venho tentando montar outras ferramentas que podem ser
úteis na integração dos diferentes projetos de MetaReciclagem. Para
isso, estou reorganizando o site. Como parte da MetaReciclagem, ele conta
com uma certa precariedade e instabilidade, e às vezes sai do ar, e tem um
monte de problemas, mas enfim, também quero convidar aquelxs fortes de
paciência utilizarem esse site no qual vocês já se cadastraram (e de
onde estou enviando esse email) para consultarem um pouco das informações
e possibilidades que existem. Nesse site, idealmente, vocês podem
cadastrar seus Esporos de MetaReciclagem – é assim que a gente chama os
laboratórios auto-gestionados e colocar mapas, adicionar posts de blog,
fotos, páginas de wiki e outras coisas. Também podem organizar suas
ConecTAZes – é assim que a gente chama os diferentes projetos que têm por
objetivo juntar pessoas em torno de objetivos em comum. O site fica aqui:

http://rede.metareciclagem.org/

e pra quem se interessar em saber mais sobre a MetaReciclagem, tem um
monte de material nesses links:

http://rede.metareciclagem.org/wiki/Material
http://rede.metareciclagem.org/livro/conectaz
http://rede.metareciclagem.org/livro/esporos

E aqui um mapinha, bem incompleto, com algumas das conecTAZes e esporos
que já rolaram:

http://rede.metareciclagem.org/map/node

Bom, pessoal, é isso. Espero encontrar vocês pelas redes.

Abraço

efe”

Um pouco de história recontada

Na falta de inspiração, um copy-paste, ou dois.

A fotografia é uma linguagem que foi explorada desde a sua criação há mais de 160 anos e para a qual foi desenvolvido um extenso corpo de conhecimento técnico. A indústria participou dessa exploração criando tecnologia ligada à produção de ferramentas para a execução de fotografias. Não que estas inovadoras ferramentas fossem absolutamente necessárias para que as imagens continuassem sendo feitas, mas foram muito úteis, de fato.

Ao longo dos anos essa pesquisa foi sendo direcionada à solução dos problemas mais comuns na realização de fotografias visando a valorização comercial da ferramenta e a padronização da qualidade técnica das imagens.

Na verdade, quando o próprio Niepce decidiu buscar uma maneira de gerar uma nova matriz a partir de uma gravura impressa e orfã, ele também queria valorizar a sua ferramenta comercialmente.

Na época da invenção do daguerreótipo a exposição à luz era exageradamente longa e a cada mês ou mesmo semana avanços nas pesquisas tornavam possíveis exposições cada vez mais curtas. Nos anúncios dos comerciantes da fotografia esse tempo de exposição (cada vez mais curto) figurava sempre em destaque. Assim se media o avanço da técnica, assim se dava sua valorização comercial. Hoje é o megapixel que mede o avanço tecnológico da fotografia e que faz os preços subirem.