Scanmaker II, testes

Fiz um teste para ver as possibilidades de um scanner Microtek ScanMaker II, vintage de 1993. Ele tem uma tampa com iluminação para o escaneamento de transparências até 8×10″ e chega a 600 dpi (uau! em 1993…), no entanto só usei 300 dpi para os testes.

Escolhi um negativo colorido complexo, com velatura e muita prata (por conta da falta de branqueamento).

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Os 8 bits por canal não foram suficiente para decifrar a cor do negativo tão escuro, resultou um color cast amarelo violento no arquivo digital. A mancha branca é da imagem e foi resultado de um buraco no lensboard da câmara 8×10″, um acidente casual. Algumas manchas azuis bem suaves aparecem no centro da imagem, artefatos da captação da imagem. Com um negativo p&b de contraste normal o scanner se saiu bem melhor.

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Aqui as correções necessárias após o escaneamento foram bem poucas, só inversão e a aplicação de uma curva bacana.

Scanner com DSLR, objetivas

Hoje cheguei ao estúdio e percebi que havia esquecido minha lente macro em casa. Tinha que fazer algumas reproduções de negativos 35mm e sem ela seria complicado. De repente me ocorreu que eu tinha o fole comigo e a lente de ampliador nele adaptada. Mas essa montagem gera imagens de 1:1 para mais e para reproduzir negativos 35mm com uma digital com crop 1,6x não funciona, ou seja, eu precisava algo em torno do 2:1. Vasculhei uma gaveta, achei tubos de extensão, uma 135mm da Contarex, não ia dar certo. Dai me ocorreu pegar uma lente de scanner e adaptar no próprio fole, para ficar mais próxima ao CCD do que a lente do ampliador, não deu certo também, mas acabou encaixando dentro de um tubo de extensão que preso a outro mais curto deu o resultado desejado. Os tubos e o fole são para Nikon, um adaptador que eu construi para colocar as lentes da Nikon na Canon foi necessário e fui em frente.

lentes

Fixador, ufa!

Finalmente! Foi uma pequena batalha descolar esses dois galões. Juntos eles são 100Kg de Tiossulfato de Amônia.

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Cada 5 litros de fixador levam aproximadamente 700ml desse líquido. Sim, o Tiossulfato de Amônia vem diluído, solução de 56%. Ou seja, com esse tanto imagino que os próximos 3 a 5 anos de fixador estão garantidos. A grande vantagem de comprar o Tiossulfato separado do resto do fixador é poder formular um fixador alcalino, que é mais “archival safe”.

Scanner Câmera v4 • posicionamento do sensor

Com o CCD devidamente instalado sobre os dois parafusos, usei um alvo de foco e enquadramento para acerta sua posição dentro da câmara.

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A idéia aqui é apontar a câmara usando o visor diretamente para o centro do papel, onde existe um certo padrão de linhas, registrar imagens e ir mudando a posição do CCD até ela coincidir com o que é visualizado. Para o teste usei uma 50mm F/1.8, diafragma todo aberto, focada a 70cm, assim a profundidade de foco é tão curta que qualquer erro fica muito óbvio. O resultado bom é algo como o que aparece abaixo, a imagem que também aparece na tela do micro acima.

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Após o teste, a araldite substituiu a cola-quente para garantir que o CCD não vai sair do lugar.