Vuescan vs Epson Scan

Estou realizando alguns testes com um scanner Epson V600 na tentativa de bolar um bom fluxo de trabalho para reproduzir negativos coloridos tamanho 6x6cm.

Se você já usou um Epson 4480, um V500 ou similares já reparou como são ruins os portanegativos que a Epson fornece com seus scanners.

Resolvi fazer um primeiro teste para determinar qual a posição (elevação) correta dos negativos para encontrar o foco da lente do scanner. Clique nas imagens para vê-las em 100%.

Coloquei uma régua inclinada sobre o vidro do scanner, uma ponta da régua tocava o vidro (elevação zero) a outra ponta sobre um apoio com 4mm de altura. Escolhi um objeto com muitos detalhes pequenos (no caso, os pequenos arranhões).

Posição 0mm acima e posição 3mm abaixo.

Depois repeti o mesmo teste usando o Vuescan, assim aproveitei para fazer um comparativo dos arquivos TIFF produzidos pelos dois programas que podem operar o V600.

Acima com o software Vuescan na posição 0mm e abaixo na posição 3mm.

Conclusão até aqui é que realmente a altura do negativo não afeta tanto o foco do scanner nesse caso. O lado bom disso é poder escanear direto do vidro com resultados semelhantes aos obtidos escaneando do portanegativo.

Mas dai resolvi olhar os dois lado a lado e comparar, ambos os scans feitos a 3200dpi:

E a diferença é gritante, o software da própria Epson oferece mais detalhes. O Epson Scan é versão 3.8.0 e o Vuescan é versão 8.6.11

Ampliador 8×10″ • primeiros passos

Um projeto que vinha sendo levado lentamente acabou ganhando força nesses últimos dias. É de um ampliador para filmes 8×10″.

A idéia é utilizar a própria coluna dos ampliadores Durst M700 e M800 que eu já utilizou e simplesmente trocar a cabeça. A inspiração vem dos ampliadores 8×10″ que o Glennview constrói usando câmaras Polaroid MP4. Há um link para o Gleenview aqui ao lado.

Um detalhe importante são molas que seguram o negativo no lugar ao invés de um porta negativo tradicional. A fonte de luz é de tungstênio por difusão.

A lente é uma 210mm. Aqui o ampliador está simplesmente ameaçado no lugar, estava tirando umas medidas e testando o sistema de foco. Comecei tentando usar uma câmara fotográfica 5×7″ para fazer o ampliador, mas o chassi de um Durst antigo se provou mais firme para a tarefa.

Front Mounting

Volta e meia ouço falar do S.K.Grimes que é uma oficina norte-americana especializada em lentes e câmaras de grande formato.

Encontrei recentemente no site deles uma tabela bem bacana que mostra o que é possível fazer a lentes antigas para montá-las em obturadores modernos.

A listinhas me trouxe uma grata supresa. Eu tenho uma G-Claron 240mm montada para ampliação e também uma 210mm Komura num Copal n.1, agora posso intercambiar os conjuntos de lentes e usar a G-Claron na 8×10″ com o obturador! Bacana!

O S.K.Grimes é famoso por montar as lentes Protar dentro dos obturadores Copal n.3.

Jundiaí • registros

Aqui o registro que chegou mais atrasado, da viagem a Jundiai, fotos de Penna Prearo.

Fotografar trens dá uma paranóia grande, quando você vê um trem passando com 60 ou mais vagões, você logo entende que nem se o maquinista quiser frear que não há espaço para isso. Ou seja, você logo fica esperto quanto aos sons, vibrações, etc.