RXDCC • Processamento

O primeiro teste da câmara RXDCC ficou muito aquém de um sucesso.

Resolvi experimentar o monobanho do Crawley, o FX-6a. Bom, aparentemente ele e o filme R-X que vamos usar não se entendem. O filme parece ser concebido para fixar em alguns segundos, não dando tempo para o revelador agir.

Esse post no Apug discute muito bem o que esses banhos únicos fazem: link.

Voltamos ao início, li uns livros, voltei ao do José Borges sobre Fotografia A La Minuta em Portugal. E decidi fazer como eles fazem: dektol puro e fixador puro, pá pum!

Montei duas bandejinhas no fundo da caixa, nada muito elaborado, mas funcionou.

Aqui uma imagem invertida do negativo saindo do banho fixador.

Bom, tudo pronto. Dias 19, 20, 25 e 26 de Julho de 2012, no Sesc Consolação, das 14h às 18h.

8×10″ em aula

Numa outra aula recente no Pompéia, resolvi apresentar aos alunos a fotografia em Grande Formato. Levei minha 8×10″ e filme lith ortocromático.

Na turma da manhã o Zé Luis apareceu de convidado e levou a sua Deardorf 8×10″ com fole vermelho, uau!

Aqui uma vista dos telhados lá do alto da torre da antiga fábrica!

A aluna Carol Garcia fez dois cliques da 8×10″ na aula! Valeu Carol!

Cezanne • SCSI

Só um detalhe que eu esqueci de incluir no post anterior. Ao longo dos anos eu fui juntando em um armário todos os cabos SCSI que passavam pelo estúdio. Não me desfiz de nenhum, sabendo que um dia chegaria o momento daquela coleção provar seu valor.

O dia chegou quando o Cezanne desembarcou aqui. A combinação de entrada do scanner e da placa instalada no Mac era bem rara e valeu ter ocupado aquele espaço por tanto tempo.

Cezanne • primeiros passos

Depois de finalmente conseguir desembarcar o Cezanne do carro, usei um aspirador de pó para fazer uma limpeza de todos os cantos de fácil acesso dos equipamentos. O PowerMac G3 que acompanhava o scanner tinha uma camada espessa de poeira dentro e vários tufos emaranhados nas memórias, processador, etc. Essa faxina já me causou um enorme bem estar.

Montei uma mesa provisória para testar os dois computadores, ambos ligaram e isso foi comemorado calorosamente! O G3 continha os programas do Cezanne. Ele tinha o OS8.5 instalado e 320Mb de RAM. Duas limitações para meus projetos ambiciosos com o Cezanne.

Descolei dois HDs de 40Gb e em ambos fiz partições de 20Gb e clonei os dois HDs internos do G3 duas vezes. Mais uma etapa que trouxe alívio.

Minha estratégia envolve agora passar esse HD já instalado para um G3 azul e branco. Para isso terei que fazer o update o OS8.6. A placa SCSI será levada também. E poderei ter até 1Gb de RAM.

Então fiz o update para OS8.6 já usando um dos HDs clones no lugar dos dois HDs SCSI. Conectei scanner e computador. Pela primeira vez tentei ligar o scanner.

Várias luzes se acenderam e veio um apito (ruim). Acendeu bem firme uma luz vermelha com um ponto de interrogação na frente do scanner.

Liguei o computador e acionei o software do scanner. Esse por sua vez devolveu uma mensagem de erro. A mensagem trazia uma informação: setup inicial não havia sido capaz de resetar o diafragma da objetiva do scanner.

Abri todo o scanner (e ele por dentro é lindo! uma pequena câmara sobre trilhos que se posiciona em qualquer lugar da caixa para obter o melhor ângulo para cada negativo).

As possibilidades eram grandes, podia ser graxa ressecando no anel do diafragma, podia se um motor step preso entre dois steps, podia ser um sensor em U com mal contato, podia ser um fio solto em algum dos itens acima. Mexi em tudo isso, verifiquei os contatos, acionei o diafragma algumas vezes. Fechei o scanner e tentei ligar ele novamente.

Sucesso. O software reconheceu o scanner e tudo correu relativamente bem.

Enquanto eu tinha o scanner aberto eu já tinha visto um problema potencial, a poeira, por toda a parte, sobre a objetiva, sobre o espelho principal que é super importante. Uma faxina mais fina e cuidadosa agora se faz necessária no interior do bicho.