ULF • finalizando

O último post desse assunto foi exatamente há um ano e um dia. Em dezembro de 2014 eu estava cortando os últimos pedaços de madeira para montar as traseiras da câmera.

Modifiquei um tripé da Atek para receber a câmera, removi a cabeça e criei uma base no topo do tripé que encaixa no fundo da câmera. Ressucitei um Compound IV todo enferrujado para receber as células da Symmar 360mm que eu pretendo usar.


Foi um ano corrido e eu só consegui juntar forças e grana para comprar passepartout e foamcore para montar os chassis de filme no meio do ano, levei um tempinho ainda para cortar tudo e só comecei a montar o primeiro chassi 8×20″ na semana passada.


Na montagem descobri alguns erros nos cortes, nada grave. E também tive de dar corpo a algumas idéias que eu tinha tido durante o ano, mas que não estavam presentes no protótipo, como o light trap feito com folha de alumínio e etc.

Ainda não sei exatamente como acomodar a câmera para transporte e onde levar chassis para que sejam mantido planos o tempo todo, mas acho que isso vai ser aprendido com o tempo.

Tem horas que me pergunto porque, depois passa.

Processos Fotográficos • perdas e ganhos

Recentemente durante uma entrevista do Foco Crítico (programa que apresento com Fausto Chermont) surgiu o assunto das perdas dos processos fotográficos. Falávamos com Ralph Gibson e ele contava da impressão de seu primeiro livro: http://www.ralphgibson.com/1970-somnambulist.html

A história que ele contou era de quanto ele teve que aprender e investigar sobre os processos de litografia naquela época e procurar pessoas que o atendessem para que ao invés de perder no processo de impressão e acabasse ganhando algo novo e inesperado. Nasceu ali um longo relacionamento dele com os livros.

No início do ano de 2015 queria preparar duas imagens da série Ser Cor e Ser Rio para uma feira. Mandei os dois arquivos para o Lucio Libanori, da Gicleria, imprimir e montar. O Lucio alertou para possíveis problemas de gamut. O arquivo dessa série é produzido em um software antigo, sem CMS, mas que é o que permite criar esse tipo de imagem, assim toda espalhada pelo ambiente do RGB.

Fomos adiante e fizemos as cópias, o trabalho realmente perdeu alguma coisa, algo que provavelmente é imperceptível. No entanto, nenhum método de impressão atual poderia resolver o problema.

O Lucio fez um vídeo de tela enquanto ele comparava os gamuts da imagem e da impressora dele, antecipando as perdas em todas as direções.

Confesso que me bateu um orgulho de ter conseguido criar um arquivo tão complicado e uma tristeza ao encontrar as limitações do processo.

Ver o Mosaico de Bayer

Era uma idéia antiga conseguir ver o Mosaico de Bayer.

Em Belo Horizonte fui convidado a ir no Laboratório do CBEIH para usar um microscópio eletrônico de varredura para investigar minha coleção de CCDs.

Fui recebido pelo Vinicius Abreu que me ajudou a olhar para um CCD de uma Sony Cybershot antiga com até 6600x de aumento. O microscópio dele era capaz de ir até 1.000.000x, mas não era necessário.

Pudemos medir um fotodiodo do CCD: 1,33µ.

vários ccds montados na bandeja de amostras de um microscópio eletrônico de varredura

Começamos com 3 espécimes: 3 CCDs retangulares e um linear (da esquerda), quebrado ao meio para caber na bandeja.

Screen Shot 2015-10-16 at 6.36.59 PM

E está ai a imagem a 3750x na tela. Depois que os Tiffs chegarem, prometo que mostro aqui.

Legal é que até dá para perceber as diferentes cores, o que é bizarro, já que o microscópio de varredura é feito para perceber volume e o CCD é completamente liso. Enfim, mistérios!

 

 

95mm Printing-Nikkor • montagem em helicoidal

A objetiva 95mm Printing-Nikkor é uma objetiva usada em equipamentos de telecinagem para na hora da cópia alterar o tamanho do fotograma. Por exemplo, para copiar filme 16mm em filme 35mm que será projetado e vice-versa. Ou seja, ela é otimizada para 1:2 ou 2:1 dependendo da posição, possui roscas idênticas em ambas as extremidades (45mm) para ser montada nos equipamentos. Uma outra característica pouco comum é que ela tem o plano de foco extremamente corrigido e quase nenhuma distorção quando usada nessa situação.

95mm printing-nikkor lens

Comecei a estudar a possibilidade de montar a lente num suporte que tivesse rosca M42 e ao mesmo tempo um helicoidal para possibilitar o foco.

helios 44m helicoidal

Removi o conjunto ótico de uma objetiva Helios 44M, usei um anel de um adaptador T-Mount para fazer um espaçador e até coloquei um adaptador de Pentax M42 para Nikon F.

A próxima imagem mostra o espaçador sendo colado na frente do helicoidal.

IMG_8441

Se usado com o adaptador para Nikon F, a objetiva pode ser focada no infinito, o que não é super interessante, mas pode ser útil. Com a rosca M42 posso montar a objetiva num fole e dai sim obter os 1:2 ou 2:1.

IMG_8444

O anel de diafragma da Helios nada faz, está desabilitado.

Foco Crítico

O Fausto Chermont e eu passamos o ano nos encontrando por conta de várias conversas e volta e meia o Fausto insistia na idéia da gente gravar isso. As noites de segunda sempre foram nosso horário de se encontrar e do meio do ano para cá já foram 10 pilotos e agora 2 programas ao vivo, estamos nos divertindo.

Então o Foco Crítico é um programa ao vivo toda segunda às 22h que vai ao ar pelo Periscope…….

UPDATE: Todos os vídeos do Foco Critíco agora estão nesse canal no Youtube!