Março e Abril de 2017

Desde o post sobre a Varex no dia 04/03 que foi uma correria sem fim aqui. A Varex está pronta, mas ainda não encontrei tempo para fazer um rolinho de filme com ela.
Na semana seguinte o Celso cedeu aos meus pedidos constantes e aceitou que eu começasse um plano de aprendizado bem suave por lá.

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Isso começou no dia 13/03, apenas dois dias por semana, resgatando caixas de coisas abandonadas por até 20 anos e colocando a venda essas câmeras e lentes que estavam em meio as sucatas usadas na oficina para suprir a necessidade de peças.

E se você quiser saber, as câmeras, lentes e outros itens que estão à venda ficam nesse álbum de Facebook aqui.

Já aprendi muito (que na verdade é pouco ainda), desvendando modelos que eu nunca tinha desmontado e consertado antes. Como diriam os gaúchos, faceiro como um pinto no lixo. Bem faceiro.

Essas primeiras semanas no Celso coincidiram com as últimas semanas de produção da segunda exposição do Foco Crítico: Raros, Vintages e Inéditos 2. De providenciar informações e conteúdo para evento no Facebook a ajudar na finalização do catálogo com arquivos de última hora e problemas correlatos, fizemos de tudo um pouco, mas a abertura no dia 01/04 foi bem bacana, tivemos um público grande para uma manhã de sábado e eu fiquei muito feliz com a montagem e com o conjunto das obras da sala que eu curei.

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O fato é que esse lance de curador foi divertido, mas me tirou totalmente da zona de conforto, me fez ter de explicar coisas que eu jamais precisaria explixar, me botou numa sinuca de bico com alguns amigos, enfim, cheguei a falar em primeira e última vez com medo de que toda essa parte chata se repetisse um dia. No entanto, depois de algunas agradecimentos, elogios e uns dias depois ser surpreendido com o texto do Marcelo Coelho (acima), como não ficar feliz?

Abril ainda não acabou, a primeira turma do Dominando Seu Scanner lotou e a segunda está marcada para dia 02/05, fui a POA e voltei, a bola está rolando.

Aguardando projetos 

Tem dias que o trabalho na verdade é organizar as ideias e as coisas que aguardam ideias. 


Esse De Vere 504 veio em pedaços, eram três e eu já contei essa história aqui. Um virou um novo ampliador 5×7″, um é apenas uma coluna guardada e esse é o que foi montado com as melhores peças dos três e está quase completo. Encostado aqui ele aguarda um projeto. 

Já os tripés de teodolitos estão perfeitos, limpos e lubrificados. Pretendo um dia adaptá-los para câmeras de grande formato. 

Exakta Varex IIa • lubrificando os eixos das cortinas

Essa Varex deve datar da década de 1950, veio acompanhada de uma prisma com fotômetro, algo raro na época e uma Biotar 58mm f/2, um opção chique também. Vou falar mais dessa câmera nos próximos posts, falta o pressure plate no back e o takeup spool e vou tentar encontrar soluções para substituí-los. Hoje eu decidi encarar o problema mais óbvio que é a cortina agarrando para cruzar o quadro.

As Exaktas com corpo em forma de trapézio são muito simples de desmontar, basta remover uns dois parafusos perto da ocular, os tantos que segurarem a baioneta e eventualmente a alavanca de avanço do filme (é o caso da IIa, ou pelo menos dessa aqui). Dai o interior da câmera sai para cima sem a menor cerimônia.

Usei um óleo com um aplicador fino e preciso e coloquei nos diversos pontos de contato de eixos e engrenagens. Usei um cotonete para remover alguma poeira que tinha juntado na graxa e só. Corri atrás de uma mola que disparou pelo ateliê, coloquei no lugar apesar da tensão. Montei tudo de novo.

Semana que vem conto dos outros problemas.

Curitiba • escaneando negativos

Em 2013 me convidaram para o FIF em Curitiba em 2013 e lá fui eu passar uma semana por lá para série de atividades. Levei comigo a minha Fuji GW690III e os últimos 8 rolos de CHS100 que eu tinha. Optei por fazer os deslocamentos a pé, saindo mais cedo e tals, e consegui aproveitar bem o festival de fotografia para fotografar uma impressão sobre a cidade.

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Deixei essas coisas na gaveta até recentemente (na verdade isso é uma estratégia com certos trabalhos, o repouso). Editei um pouco o material e comecei a escanear no Cezanne (escaneamento molhado).

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O CHS100 é um filme clássico que a Adox voltou a fazer há uns anos atrás, o grão é quase o do Tri-X e eu adoro o jeito como o Cezanne resolve o grão e dá esse nível de profundidade na imagem. O filme em si tem uns problemas, que vão dos números impressos serem muito grandes e por vezes invadem a área da imagem e o fato do backing paper usado ser estreito e ficar folgado na bobina tornando tensa a hora de carregar o filme na câmera.

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Voltando ao assunto do escaneamento, acabei editando 61 imagens e escaneei tudo a 4000 dpi. O resultado são arquivos Tiff RGB com 16 bits e em média 750Mb de tamanho. Em 2017, ok, mas imagina isso em 1998 quando esse scanner foi construído.