Olympus XA • para o andarilho

Tenho curtido muito as caminhadas até o centro da cidade. Nos dias em que vou para a oficina do Celso eu tenho optado por ir à pé do Itaim Bibi à Rua São Bento no centro da cidade. Dá em torno de 1h20 de caminhada relativamente plana com direito a cruzar o túnel da Av 9 de Julho sob a Av Paulista.

Uma câmera compacta como a Olympus XA é muito útil, boa parte do tempo ela cabe na palma da mão e ali fica escondida.

Eu deixo a câmera em f/2.8 a maior parte do tempo, só cuido para não deixar a velocidade subir muito, porque como não passa de 1/500, a câmera pode acabar superexpondo o filme. E não tem apito, nem bandeira vermelha, a câmera não te faz perder a foto.

E alguns momentos usei a chave do contraluz, a chave que faz a câmera superexpor 1,5 pontos a partir do fotômetro interno, mas em geral fiquei com a fotometria automática e não acho que perdi muita coisa.

Usei diversos tipos de filme: Agfa APX100, Ilford FP4, Ilford Pan F; procurei ficar nos ISO mais baixos e manter a lente mais aberta (de modo que em algumas imagens, como acima, dá para perceber as laterais mais suaves da lente toda aberta).

Inclusive, a objetiva da XA é interessante, uma 35mm desenhada como teleobjetiva para precisar menos espaço entre objetiva e filme e assim a câmera poder ser ainda mais compacta. Segue aqui um link para a história desse design.

Testes com a Canon Pellix

Há uns meses eu fiz alguns testes com uma Canon Pellix e uma objetiva FL 58mm f/1.2. A Pellix é uma câmera da Canon que tem o espelho fixo, na verdade um semi-espelho. Para entender melhor segue o link da Wikipedia.

Usei um filme Fomapan 400, exposto a 400 mesmo, revelado em Parodinal 1+50. Deveria chamar Fomapan 200, mas enfim os filmes são o que são.

Depois do filme revelado escaneei o resultado num scanner Pakon e são essas imagens que temos aqui.

Com a objetiva ligeiramente fechada a imagem começa a mudar, os detalhes passam a aparecer mais no canto.

E por fim uma imagem em f/11 para ver como a objetiva se comporta.

Mais um rolo de Fomapan, talvez o último

Outro dia o Clemente me presenteou com um achado maravilhoso, um Fomapan 120 vencido daqueles que vendiam na Cinótica em 1992. Naquela época o filme já estava esquisito e a tinta dos números no backing paper já marcava a emulsão, um desastre adorável.

E das sucatas do Celso Eberhardt que eu tenho ressucitado para colocar à venda veio uma Rolleiflex com uma Planar f/2.8 muito interessante. A câmera parece ter uma história bem animada e ainda vai longe.

Me pareceu uma combinação interessante testá-la com esse filme. Abrir o papel alumínio do Fomapan me levou de volta 25 anos, o cheiro peculiar desse filme é inesquecível. Ainda não tive coragem de jogar fora a caixinha e a bula do filme…

Celso e eu saindo do almoço, eu ofereço a câmera: “Quer fazer uma foto?” Ele diz: Não, faz você, esses topos do prédios aqui.” e aponta. Pronto.

Saimos do Largo do Café, andando em direção à Sé e mais uma no caminho.

E de volta à oficina uma última imagem.

Revista Estúdio

Hoje eu recebi um e-mail do Guilherme Tosetto de Londrina que está doutorando em Lisboa. Ele escreveu um artigo sobre meu trabalho Pluracidades que foi publicado no número 18 da Revista Estúdio, uma revista acadêmica sobre imagem das terras do lado de lá do Atlântico.

Para ver a revista, siga esse link: http://estudio.fba.ul.pt/atual.htm e baixe o PDF do número 18, estou na página de número 146.

revista estúdio no. 18