Aqui um palhinha do que rolou:
Categoria: refotografia
Testei a objetiva Dioptro Petzval 60mm
Ontem tive a oportunidade de experimentar um protótipo da lente 60mm Petzval da Dioptro, uma objetiva para câmeras SLR e DLSR Made in Brazil! O Wagner e o Rogério da Dioptro estarão na FRoFA (24/06, próximo domingo) com esses protótipos para os visitantes poderem experimentar. Ha!
Olha só o depoimento que eu tomei do Wagner ontem e na sequência imagens feitas com essa lente numa Canon 5D Mark II:


Carbono • primeiros testes com Matt Fibre 200gsm
Contei um pouco do processo de criar um inkset de carbono e instalar esse inkset numa impressora Epson aqui.
No caso do inkset que criei, optei por um tinta que só serve para papéis matte. Escolhi um rolo de Matt Fibre da Hahnemuhle para começar a operar essa impressora.
Defini os limites de tinta e criei o descritor básico para o papel. Ainda não linearizei, mas acho que os prints estão fiéis aos arquivos.

Ainda estou me entendendo com margens e etc para aproveitar melhor o papel de rolo.

Fiz algumas provas de imagens em infravermelho da Patagônia e também de um reveillon. Essas últimas provas fazem parte desse trabalho que reune os registros dos últimos 25 reveillons que vivi.

Testes com uma 800mm f/5.6
O Bento me emprestou essa objetiva para uns testes rápidos. A objetiva é da época em que a Canon usava o mount FD, logo necessita de adaptador para EOS e veio um mas que funciona como um TC de 1.26x.

Fazer foco manualmente funciona bem para objetos distantes e com a objetiva fechada dois pontos achei o foco bem razoável para o ângulo de visão resultante.

Essas fotos foram feitas em uma Canon 10D bem antiguinha que ainda funciona normalmente. Uma delícia de usar! Foi minha primeira digital.

Escaneando as nuvens
Nas saídas recentes para o Tatuapé peguei um dia com muito vento e nuvens que se moviam bem rápido. Aproveitei a oportunidade para tentar algo diferente, escanear as nuvens. Usando a configuração de dpis consegui alongar o scan suficiente para registrar esse movimento.

ULF • Primeiros scans
Os negativos menores da câmera grande, os 30x40cm, cabem lindamente no Cezanne ocupando quase toda a área possível de ser escaneada. Coloquei-os ali, rapidamente, direto sobre o vidro, sem líquido nem pressão, para scans @ 300dpi rápidos, para estudar o contraste proporcionado pela revelador Soemarko. Acabei com scans que mostram anéis de Newton, poeira e muito mais.

Um detalhe a ser observado nos negativos revelados com essa técnica (revelador muito suave para filme muito contrastado) é a qualidade das áreas sem textura (como o céu na imagem). O primeiro scan abaixo mostra um negativo com um céu bacana. Os demais todos mostram manchas de revelação em maior ou menor grau, isso é um desafio desse processo.

Em diversos negativos aparecem as bordas da área de cobertura da objetiva, isso não é um problema tão grande nesse momento, penso em restringir a área da imagem que será usada no print final. Essa imagem mostra os respiros do túnel sob o Rio Pinheiros e as árvores do Parque do Povo, dois remendos paulistanos recentes para fazer caber a cidade onde ela habita.

Abaixo um exemplo do ângulo possível com a 183mm Protar em filme 30x40cm (12×16″), é uma super grande angular interessante nesse formato. Esse muro e essa entrada de caminhões num bairro já quase totalmente verticalizado oferecem um comentário interessante ao meu ver sobre as mudanças da cidade.

Nessa imagem no Tatuapé me parece que houve uma correção excessiva da perspectiva vertical, kkkkk!!!! De certa funcionou para reforçar a forma incomum desse prédio de janelas pequenas.

Enfim, muito trabalho pela frente para corrigir alguns desvios e construir uma história sobre São Paulo.