Dioptro Optica

Quem acompanha pelos Stories viu que eu fui conhecer a oficina da Dioptro, a empresa do Rogério. O Wagner e o Rogério são os criadores da Dioptro Petzval Portrait, a objetiva petzval feita no Brasil para câmeras reflex e mirrorless.

Uma coisa interessante é que a maioria das máquinas usadas na fabricação das lentes e espelhos da Dioptro são adaptações feitas pela própria equipe a partir de ferramentas e/ou máquinas para metal ou madeira. O lugar é coberto por uma fina camada de pó branco, uma mistura de pó de vidro e dos diversos tipos de pós usados nas etapas de polimento das peças, isso confere um clima etéreo ao lugar.

Interessante como nesse ponto que estamos do avanço tecnológico dos equipamentos fotográficos os fotógrafos se voltam para os design antigos de objetivas em busca do efeito tridimensional que se perdeu com adição de mais e mais elementos e a hiper correção dos defeitos óticos das lentes.

O café no final da visita estava muito bom, o papo ainda melhor. A cafeteira uma ode aos três Rs: reduza, reuse, recicle.

Provinhas

Outro dia aproveitei a para fazer provas de um ensaio que fotografei em 2013 em Curitiba. Ainda não encontrei uma maneira de traduzir o not a through street, que seria aquela rua que não leva a nenhum outro lugar senão de volta à mesma rua de onde ela sai, como uma alça que começa e acaba na mesma rua. Fica sem saída por enquanto, vou me informar melhor, mas acho que essa placa não há no Brasil, vide isso aqui.

A Epson precisou ser acordada de um mês e meio sem uso, foi necessário um fim-de-semana com líquido de limpeza nos parking pads, mas foi só isso e ela logo voltou ao normal. O carbono é bem amigável e desentope facilmente até numa cabeça série x900.

Microtek ArtixScan F1

Ele também é conhecido como Microtek ArtixScan M1 na América do Norte, onde ele foi lançado depois, mas na Europa e na Ásia ele vendia como F1. É uma história complicada e tem a ver com um período de tempo que a Microtek não tinha representante nem escritório nos EUA, mas deixa para lá.

Segundo o ScanDig ele tem resolução real bem próxima da que pode ser conseguida a muito custo com Epson V700/750, algo em torno de 2000 dpi. O F1 tem uma bandeja dedicada a filmes e sua objetiva tem autofocus, mas o que é muito superior à maioria dos desktops é o range dinâmico,  dai os outros scanners não acompanham mesmo. E, a meu ver, isso ajuda nas conversões de negativos coloridos, já que a máscara laranja consome parte do range.

Exposições múltiplas no scanner poderiam ajudar? Acompanhei alguns testes do Cesar Barreto com os Epsons e em scans sucessivos ele não mantém o registro perfeito. Isso parece atrapalhar mais o trabalho do ICE do que as múltiplas exposições, mas é um problema a mais para considerar.

Nos comentários desse post aqui, um cara sugere o approach com negativos 8×10″ que estou usando na imagem abaixo: fita adesiva esticando o negativo sem deixar ele apoiar sobre o vidro. Funciona muito bem, o negativo fica esticado e não há vidro para causar anéis de Newton. E esse grupo aqui no Flickr tem alguma outras dicas boas guardadas, num dos posts um usuário diz que o scanner chega a 2500 dpi, não dá para saber como ele obteve esse resultado, mas como ele, entre resolução e range dinâmico, acredito que o F1 seja melhor que os Epsons.

No fim do review do alemão Scandig ele reclama muito do software original e enaltece o software alemão Silverfast. Muitos review de compradores desse scanner reclamam do Silverfast no site da B&H. A versão 8 que acompanhava os Epson era cheia de problemas, a versão anterior 6.6 era melhor, acho que isso explica em parte as opiniões tão diferentes, a outra parte é o fluxo de trabalho muito complexo do Silverfast em todas suas versões.

Máquinas menos rebeldes no inverno de 2018

Foi uma grata surpresa esse fim-de-semana no Sesc Av Paulista, os scanners mais antigos e portáteis que possuo se comportaram bem demais. São eles:

• Microtek Scanmaker II (1993) com sua roda de filtros RGB e seus scans de três passagens com um CCD p&b;

• Epson GT-5000 (Epson ActionScanner II Mac, 1994) e suas três lâmpadas de cores diferentes para scans RGB;

• Canon Lide 25 (2005) fininho e com fibra de vidro ao invés de objetiva e um sensor tipo CISS ao invés de um CCD;

Todos funcionaram para o deleite dos presentes.

fotogramas_com_scanners

Essa imagem, a última do fim-de-semana é um colaboração entres os que ainda permaneciam na sala depois de tantos scans: Rita, Antonio, Josué, Gustavo, Íris, Lívia e eu.

Filme gráfico em formato 120

Em junho do ano passado eu já tinha começado a investigar na possibilidade de colocar filme gráfico (filme para imagesetter infravermelho) em bobinas de filme 120 para usar em câmeras de médio formato. A idéia era experimentar esse filme desconhecido de uma maneira que fosse mais fácil controlar a questão do foco da luz infravermelha.

Tive um sucesso inicial ali, mas depois acabei não tendo tempo de fazer mais bobinas com aquele filme e o projeto ficou de lado um pouco. Essa semana me deu vontade de continuar quando lembrei que tinha uma ponta de um rolo de um outro filme gráfico, o PSD da Indústria Brasileira de Filmes (IBF). A única diferença aqui é que eu poderia usar a luz de segurança enquanto cortaria o filme com estilete, mas acho que isso faria toda a diferença.

E fez, em uma noite consegui fazer 29 rolos de filme 120 a partir de aproximadamente 5 metros de filme PSD de 35cm de largura com manchinhas e alguns problemas causados pela umidade. Agora vou estudar uma maneira de fazer isso com o filme infravermelho, parece que uma luz verde pode ser usada com ele.