Carlos Moreira no Foco Crítico

Carlos Moreira nos deixou no início de Junho de 2020. Naquele dia, acabei compartilhando de bate-pronto esse vídeo pelo Facebook, uma breve entrevista no Foco Crítico em que falamos das cópias da exposição no Valongo em 2016.

O vídeo é uma rara oportunidade de ouvir ele falando sobre as cópias que ele produziu nos anos 80, suas preferências de papel e tamanho de cópias.

Décimo segundo episódio da série Fotografia Portuguesa, um season finale of sorts

Décimo segundo episódio da série Fotografia Portuguesa. É uma produção de arquivo com imagens da fotógrafa e áudios gravados recentemente com ajuda e amigas que leram os textos da Fátima. Esse é o último episódio dessa primeira temporada, um season finale of sorts, um especial de natal se quiseres, uma homenagem merecida para essa artista lá e cá!

Fátima Roque

n. 20 de abril de 1960, São Paulo, Brasil
m. 20 de fevereiro de 2019, Santo André, Brasil

Fotógrafa e investigadora da fotografia na área dos processos fotográficos, da fotografia precária, para além da técnica. Fotografa com frequentes incursões pelos rios da Amazônia e a ministrar cursos à população local. Participa em grupos de discussão e atuação nas artes visuais e, especialmente, surrealismo, integrando o Grupo Surrealista de São Paulo.

Expôs individualmente no Mezanino de Fotografia, Instituto Cultural Itaú SP e integrou várias exposições coletivas dentre elas Exposição Internacional do Surrealismo Atual – O Reverso do Olhar/Coimbra; Atelier da Imagem/RJ; Centro Cultural da CPFL/Campinas; Prêmio Porto Seguro de Fotografia; Olhares Paulistanos/Paço das Artes e Outdoors, nas ruas; Luzenças, atual Estação Pinacoteca; Habitat II, em Instambul.

É autora de livros-objectos, dentre eles: Gaveta Fotográfica; Caixas de Quase Nada; Frederich Van Velthem e o Mar de Chacororé; Para sempre não existe; O Espírito do Tempo; O que está não é; “Outras Paragens”; Caderno de Descontroles e Aldeia.

Publicações: Sá, Lúcia – Life in the Megalopolis: México City and São Paulo – Editora Routledge, Londres; Rev. Brasileira de Educação – Anped – Rio de Janeiro; “O que está não é” – Revista Fotofagia; Eder Chiodetto – Revista SENAC e Retrato dos Índios no Brasil – Séc. XIX .

Recebeu alguns prêmios, dá aulas e dedica-se a criação de pequenos livros e pequenas edições. Viveu entre Santo André e Seixas.

Três perguntas para Erick Ferrufino sobre montanhas

Você cresceu em La Paz no altiplano andino, com uma linda vista do Illimani, como isso influenciou a sua fotografia?

EF: Hasta mis 35 años siempre viví rodeados de montañas, nací en la ciudad de Potosí (Bolivia) o antiguamente llamada “Villa Imperial de Carlos V”, ubicada al Sur de Bolivia, fue una de las ciudades más importantes en la época de la Colonia Española, al pie del cerro imponente que se llama “Sumaj Orck’o” en dialecto quechua, que quiere decir “Buen Cerro o Cerro Rico”, que fue explotada desde la colonia hasta la época actual, por su riqueza mineral que lleva en su seno.

Mi primera migración fue a La Paz, que es la sede de gobierno y es un complejo entretejido de edificios y construcciones en el altiplano y las laderas, rodeada de montañas, yo la encuentro a esta ciudad con una mística de tres tiempos, arquitectónicamente y socialmente hablando, donde sobre sale el Illimani, que es una inspiración para artistas visuales, poetas, escritores, fotógrafos y músicos.

La región de los Andes se caracteriza por la altura, el frio y su paisaje monótono, uno puede sentir que está más cerca del cielo, algo tan simple como caminar, puede ser un desafío para aquellos que no están acostumbrados a la altura. Confieso que tengo conexión con las montañas, porque en ellas siento una paz y puedo meditar bajo el silencio que se tiene, disfrutando de esta sensación, que me ha permitido visualizar por medio de mi mirada, a las montañas nevadas, su arte, pinturas y su arquitectura, sus museos, numismática, los paisajes áridos, los rostros indígenas, calles estrechas y empedradas, el cual disfrute cada día de este entorno visual.

A descoberta do analógico ocorre junto com a mudança para São Paulo, o que te atrai nessa paisagem tão diferente? O que é familiar aqui? Nesses 3 anos investigando a fotografia analógica, você já descobriu o te agrada nela?

EF: Ahora me encuentro en Sao Paulo; es totalmente distinta de dónde vengo, pero al ser distinta se vuelve muy atrayente, es compleja y diversa, teniendo una mayor conexión con las personas, encontrando de esta forma una nueva mirada, aquí pudo trabajar con fotografía analógica (bueno antes solo llamada fotografía), este redescubrimiento se adecuo mejor a mi ritmo de trabajo, conociendo a personajes que podría estar escuchando todo el día, contándome sobre este proceso o sus anécdotas.

En este momento me quiero centra en dos series fotográficas, “Migrantes Bolivianos” y una que todavía no termino de cerrar la idea, pero sería llamada “La buena onda Sao Paulo” espero que en un tiempo más pueda culminar estas series y poder compartir con ustedes. 

Encontro de lambe-lambes discute novas práticas da fotografia ambulante

O vídeo saiu pelo canal da Revista Zum:
“Concebido pela pesquisadora e fotógrafa paulista Cássia Xavier, o Fotoclube Lambe-Lambe reúne 16 fotógrafos lambe-lambe em atividade no Brasil e tem como objetivo promover encontros entre esses fotógrafos para troca de informações, conhecimentos e novas experiências em torno dessa técnica pioneira de fotografia ambulante. O mais recente dos encontros aconteceu em Poços de Caldas (MG), no último mês de agosto, e reuniu 12 fotógrafos de cinco estados diferentes que ocuparam a Praça Pedro Sanches na região central da cidade. Guilherme Maranhão foi até Poços para conversar com os fotógrafos e entender o atual cenário da fotografia ambulante no Brasil.///”

Três perguntas para Isabella Finholdt sobre hashtags

No Instagram você usa algumas hashtags que me fazem imaginar você ali fazendo aquela imagem naquele instante (#shootlikeagirl, #womeninstreet, #girlsinfilm) e eu imagino também que você tem uma certa familiaridade com esses lugares fotografados à noite entre 2014 e 2016. Qual sua relação com esses lugares?

IF: A maioria dessas fotos fazem parte dos dois livros que elaborei pro meu TCC em artes visuais, Verão e Arrebol. Boa parte delas foram feitas no Taboão, no Butantã ou em Pinheiros, que são (ou foram no caso do butanta) lugares que moro e que passo ou frequento diariamente há dez anos. Acho que minha relação com os lugares é de familiaridade e nessa época estava procurando “ver de novo” as coisas que via/vejo todo dia, os ambientes de passagem, a paisagem cotidiana, etc

isabella finholdt

Ainda sobre a hashtag #girlsinfilm, quanto do seu processo ainda é analógico? Porque?

IF: A relação com o analógico pra mim é importante, foi o meio que aprendi a fotografar em 2011. Também pesquisei a construção de uma camera de grande formato em 2016/2017. Também presto serviço de digitalização.
Os dois projetos pessoais que ando tocando são digitais; embora as vezes use a Yashica 6×6 pro projeto do condomínio. Atualmente eu deixei um pouco de lado o analógico enquanto processo de trabalho e pesquisa pessoal, mas de vez em quando eu pego a Yashica, a K1000 menos, pra fotografar porque sou apaixonada pelo formato e por alguns filmes. Para mim as as coisas andam meio juntas, se tenho vontade vou e faço analógico também

E sobre o #workinprogress de retratos, você imprimiu provas para editar esse material? Como funciona essa etapa do trabalho?

IF: Esses retratos que postei são parte do projeto maior que to fazendo aqui no condomínio que moro; tenho algumas provas em diferentes tamanhos…imprimi muitas pequenas (tipo um A5) pra ter uma noção do material que já é grande, e algumas maiores para apresentar na mostra de portfolio do V Fórum Latino-Americano de Fotografia; eu editei algumas séries retratos externos, internos, paisagens etc… e tenho alguns conjuntos que gosto muito e que acho que funcionam bastante, mas a etapa da edição tem sido mais complicada pra mim, a real é que preciso trabalhar mais nesse sentido