Polaroid Palette • drivers

Volta e meia alguém aparece por aqui atrás de drivers da Polaroid para o Digital Palette, já vieram atrás do CI 5000 e do HR 6000.

O site da Polaroid está fora do ar, logo sites como o Version Tracker não funcionam, já que eles apontam para o site original do produto.

Se esse é o seu problema, o Triber Update, um site alemão, ainda tem esses arquivos para download direto e mais um monte de coisas da Polaroid.

Nikon Coolscan III • causando

Quinta-feira passada estava dando início ao escaneamento de um cromo antigo quando o Mac onde trabalhava teve um Kernel Panic. Isso é parecido com um PC executar uma operação ilegal e ter que desligar ou com a tela azul da morte, mas muito mais raro e a maioria dos usuários de Mac nunca viu um acontecer de fato, nem sabe a cara que isso tem.

Enfim, um Kernel Panic quando você clica em algo é motivo para susto.

Nessas horas se deve manter a calma e pensar em termos do que é o método científico. Afinal, o importante é descobrir a causa do problema e não simplesmente culpar algo aleatoriamente (ou só porque a coisa é velha).

Bom, nesse caso algumas coisas poderiam ter causado o erro fatal: a primeira causa de Kernel Panics é uma memória que ficou ruim, mas isso poderia acontecer a qualquer momento e não justamente quando pedi o escaneamento; outra possibilidade seria um problema na placa SCSI ou no cabo que conectavam o scanner ao computador, ou mesmo no scanner. Em geral é um problema de hardware e não de software, mas isso está longe de ser uma regra.

Reiniciei o computador e logo mais quando pedi um autofocus do scanner ocorreu outro Kernel Panic.

Parei tudo, troquei o cabo do scanner, depois a placa SCSI, e por fim o computador todo, só não tive outro scanner para trocar, o Kernel Panic continuou acontecendo.

Meu scanner, adquirido num galpão de sucatas está morrendo talvez. Desmontei o scanner, limpei por dentro, tentei a outra porta SCSI na sua traseira, a situação melhorou um pouco e consegui progredir no trabalho e escanear até 12 cromos sem problemas, mas volta e meia ele reaparece.

Às vezes, o método científico me ajuda apenas a descobrir quais são os problemas com os quais terei que conviver.

Mac Mini • resgate

Para processar imagens ganhei um Mac Mini avariado. O computador não consegui reconhecer o HD dentro dele e a ventoinha estava disparada, a toda potência mesmo com o computador desligado e apenas ligado na rede elétrica, estranho.

Pesquisas e pesquisas apontaram para uma morte eminente da placa-mãe, mas porque não aproveitar o computador enquanto isso não acontece? Para tanto fui ao centro e descolei uma gaveta (ou case) para colocar o HD do lado de fora do computador, onde o problema de ser reconhecido não acontecia nos meus testes. E para sanar o “volume” da ventoinha descolei um potenciômetro de fio, de 100 ohms.

O bicho ficou assim, adeus belo design by Apple. Tentei não fugir demais dos materiais do computador e usei uns pedaço de acrílico, para aproveitar a saída de ar da ventoinha e colocar o HD bem na frente. O pino maior é onde agora se controla a potência da dita ventoinha.

 

mini

Foto-de-autor

Em 1994 um amigo me apresentou a uma coisa que mudou minha vida: o Projeto Foto de Autor no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, ou MIS-SP. Hoje em dia, dando uma busca no oráculo a gente encontra um monte de currículos de fotógrafos que estão online e que contem esse nome do projeto, mas infelizmente nenhuma página que tente explicar o que foi isso.

O projeto já existia pelo menos desde 1990, eu ainda nem fotografava. Eduardo Castanho que dirigia o laboratório de fotografia do MIS, assistido por Fausto Chermont, iniciou o projeto que nada mais era do que uma série de reuniões, quinzenais, depois semanais, que conduziam um grupo de fotógrafos na produção de seus trabalhos pessoais.

A simplicidade da fórmula era muito interessante. O fato é que as reuniões frequentes impunham um ritmo no trabalho e isso ensinava disciplina a mim. O grupo era composto por figura interessantíssimas: o Manlio fotografava grupos de dança, fazia múltiplas exposições e para não ter que mostrar as fotos para as dançarinas dizia que usava um filme que transfigurava as pessoas; o Ozires começava ali a recortar a cara das pessoas; um cara fotografava os velhinhos que jogavam gateball no Ibirapuera; a Marcela fazia umas coisas muito delicadas e pequenas, retratos íntimos; o Paulo e a Dida se juntaram ali, ele trazia uma bagagem do NP, assustava os passageiros do metrô com um flash, ela povoava a própria casa com personagens; o Gustavo, que me levou lá, passeava a cidade com uma 6×6 roubando a alma dos desatentos; a Fátima ficou curiosa por um grupo de palafitas na entrada do Guarujá e lá entrou para desvendar como eles vivem ali; do Ricardo eu lembro de uma foto, fora de foco, pós-bar, noturna e do causo que ele contou junto.

E tinha dias em que o papo fluia e tinha dias que não. Como a vida. Um dia em especial foi chato demais: alguém puxou o papo conservação e preservação e aquilo foi tomando conta, ninguém chegou a mostrar trabalhos na mesa aquele dia, terrível. No entanto, de todas as conversas foi a que ficou guardada, como proteger o próprio trabalho. Num outro dia o Castanho mostrou dois trípticos dele. E explicou a construção deles, foi muito elucidativo. Num dia o Steve Hart estava no MIS para montar a própria exposição, tivemos um papo com ele sobre o Brooklyn Family Album, ali nasceu a idéia das fotos de Osasco, anos mais tarde. Um suiço veio falar do trabalho dele de fotografar manifestações, um outro veio falar de fotos de paisagem feitas com ajuda de um nível de bolha.

Com as eleições no fim de 94 todo o MIS foi demitido e foi o fim do projeto. Um encerramento nada antecipado, nada agradável. O que ficou do que aconteceu lá? Tudo. E de tudo, o resto são só desdobramentos.