Ampliador 8×10″ • objetiva e testes

Há um tempo atrás eu comecei a postar algumas coisas sobre um projeto antigo, um ampliador para filmes em formato 8×10″. Esse projeto estava andando lentamente até que surgiu num site de leilões uma lente JML 210mm perfeita para a tarefa. A lente correu o mundo e chegou até aqui.

A primeira providência foi uma limpeza profunda de todas as superfícies de vidro e depois comecei a pensar em como colocá-la no chassi do Durst. A lente veio acompanhada de um lensboard quadrado de metal. Um anel aparafusado ao lensboard era onde a lente ficava rosqueada para estar presa ao lensboard.

O anel por si só era o adaptador perfeito para encaixá-la no Durst. Mantendo o anel preso a lente, usei uma lima de metal para desgastar o anel em três pontos, assim fazendo-a caber direto no encaixe de 77mm dos lensboards do ampliador Durst.

Cometi um erro bem bobo e a escala de aberturas da lente acabou virada para trás. Tive que colar uma etiqueta branca na lente para ter uma segunda escala virada para frente.

Aqui o ampliador já montado na coluna do Durst M800.

E um outro detalhe mais lateral da montagem.

Escolhi uma foto de um jacaré inflável para meu teste inicial. O tempo de exposição ficou em quase 4 minutos com a lente toda aberta (f/8). A luz da cabeça é bem fraca, mas isso é aceitável, já que minha idéia por enquanto é fazer cópias coloridas.

Testei ampliações entre 30x40cm e 70x90cm. A lente se comportou muito bem.

Conversão Polaroid 600SE • back definitivo

Retomei a reforma/transformação da Polaroid 600SE em uma câmara para filme formato 4×5″.

Desfiz as mudanças que havia feito antes, para dessa vez adaptar um back 4×5″ proveniente de uma câmara Graflex direto na traseira Polaroid.

A adaptação anterior cortava muito da imagem, deixando com aproximadamente 3,5×4,25 polegadas.

Agora, com o back da Graflex, a adaptação dá uma imagem com 4×4,5 polegadas.

A primeira etapa do processo foi cortar boa parte da traseira da câmara. Ao contrário da minha tentativa anterior, em que eu evitei de mexer na câmara e somente alterei um back para filmes instantâneos, dessa vez eu alterei a câmara permanentemente. Usei uma furadeira para criar trilhas de perfurações e depois terminei com um serrote. O trabalho ficou bem grosso, mas isso tudo ficará escondido por baixo da massa plástica.

Fiz quatro furos nos quatro cantos do buraco que restou na traseira da câmara. Ali fiz roscas de 1/4 de polegada para colocar um parafuso em cada. A idéia é poder ajustar a posição do back 4×5″ antes de colá-lo no lugar.

Aqui o back 4×5″ ameaçado no lugar. Tive que usar um processo semelhante para recortar a estrutura do back e fazê-lo caber ao redor do visor da câmara.

Aqui um detalhe do parafuso que descrevi, sendo usado para ajustar a distância do back para a câmara. Com o vidro despolido no lugar e com a câmara sobre um tripé, usei o telêmetro da câmara para focar um objetivo brilhante. Depois fui ajustando os quatro parafusos até o foco no despolido coincidir com o do telêmetro.

Uma outra visão para mostrar quanto espaço sobrou aberto entre câmara e back.

Aqui uma visão frontal, mostrando o espaço já preenchido com massa plástica (Iberê), um dos meus materiais prediletos para criar engenhocas.

E a parte traseira também preenchida com massa plástica.Em breve algumas imagens após a pintura e a instalação dos componentes que haviam sido retirados.

Vuescan vs Epson Scan

Estou realizando alguns testes com um scanner Epson V600 na tentativa de bolar um bom fluxo de trabalho para reproduzir negativos coloridos tamanho 6x6cm.

Se você já usou um Epson 4480, um V500 ou similares já reparou como são ruins os portanegativos que a Epson fornece com seus scanners.

Resolvi fazer um primeiro teste para determinar qual a posição (elevação) correta dos negativos para encontrar o foco da lente do scanner. Clique nas imagens para vê-las em 100%.

Coloquei uma régua inclinada sobre o vidro do scanner, uma ponta da régua tocava o vidro (elevação zero) a outra ponta sobre um apoio com 4mm de altura. Escolhi um objeto com muitos detalhes pequenos (no caso, os pequenos arranhões).

Posição 0mm acima e posição 3mm abaixo.

Depois repeti o mesmo teste usando o Vuescan, assim aproveitei para fazer um comparativo dos arquivos TIFF produzidos pelos dois programas que podem operar o V600.

Acima com o software Vuescan na posição 0mm e abaixo na posição 3mm.

Conclusão até aqui é que realmente a altura do negativo não afeta tanto o foco do scanner nesse caso. O lado bom disso é poder escanear direto do vidro com resultados semelhantes aos obtidos escaneando do portanegativo.

Mas dai resolvi olhar os dois lado a lado e comparar, ambos os scans feitos a 3200dpi:

E a diferença é gritante, o software da própria Epson oferece mais detalhes. O Epson Scan é versão 3.8.0 e o Vuescan é versão 8.6.11