De Vere 504 • Conversão para 5×7″ parte II

Ok, então vamos lá, essa é a peça que vai servir de apoio para a cabeça do Elwood e que ficará sobre a coluna do De Vere.

Depois do spray preto ficou assim e já a peça do Elwood no lugar agora que foi cortada. Detalhe dos parafusos dourados por dentro prendendo as duas coisas juntas. Depois pintei isso também. O mesmo vale para o bloco de madeira na traseira, foi pintado também.

Parece que deu certo, então fui adiante.

A pior parte foi transportar tudo de volta para o laboratório, mas o espaço estava lá vazio e coube tudo direitinho. Aqui a coluna no lugar, aguardando a montagem final.

Montei as peças do Elwood no lugar e a mola do Elwood que estava instalada na coluna no lugar da mola original aguentou o peso da cabeça muito bem.

Uma visão lateral para mostrar os últimos detalhes da montagem.

De Vere 504 • Conversão para 5×7″ parte I

A idéia era antiga, transpor a cabeça do Elwood para um coluna menos problemática.

Comecei a juntar alguns pedaços de madeira e alumínio. Usei uma tupia manual para vazar as placas de compensado que formarão uma extensão. As peças de alumínio servirão para prender essa extensão na coluna.

Uni as duas peças de alumínio com rebites e ameacei na posição para essa foto.

Aqui as placas já formam um bloco que está sendo colado com epóxi no alumínio para facilitar o alinhamento na hora de aparafusar e unir os dois materiais.

A peça inferior da cabeça do Elwood ainda será cortada (nas linhas azúis) para alinhar os furos.

Aqui o problema visto de outro ângulo. Também dá para ver a altura que o bloco ficou, 50mm ou 5 pedaços de compensado de 10mm.

Rolleiflexzinho do Clube do Analógico

Rolleiflexzinho do Clube do Analógico foi hoje, esse é o rolezinho que acontece de vez em quando. Não precisa ter uma Rollei para participar, pode ser qualquer câmera, filme ou digital, o nome é apenas um trocadilho, mas a galera levar as analógicas. 


Levei minha 8×10″ da Rochester Optical Co. com uma objetiva Schneider Angulon 165mm e usei Kodabromide F2 peso simples 18x24cm como negativo para essa foto do grupo. Graças ao lab do Luciano Bernardes revelamos esse negativo de papel lá mesmo! Valeu Rosangela Andrade por agitar esse passeio lindo!


Essa foto a Priscila Bellotti tirou na hora dos preparativos. 


O negativo ainda molhado. O chassi debaixo do braço. 


E uma foto que a Ro tirou para terminar. O chapéu é essencial no Minhocão. Protetor solar também!

De Vere 504 • um trio de colunas

Fui encumbido por uma amiga para resgatar 3 De Veres desmontados e quem sabe fazer um bom para ela. O projeto já está rolando e vou tentar contar algumas soluções e perrengues que eu encontrei aqui. 

Três ampliadores e apenas um lensboard, um problema. Tanto ela como eu usamos Durst também. Então desenvolvi um adaptador aproveitando um suporte Durst original cortado para caber no De Vere. 


Cortei na tico-tico, não repara. 

Interessante perceber que as três colunas tem design interior totalmente diferente. Cada uma de uma época, com um cabeamento diferente. Os cabos ligam os contrapesos nas manoplas de controle sob a mesa. 


Desmontar e montar isso é um desafio. Para completar os parafusos do ampliador inglês são raros e encontrar substitutos tem se mostrado complicado. Por outro lado o fole fica preso com velcro no lugar, genial!


Os filtros da cabeça cor correm em pinos de latão com cortes. Esse ampliador foi tão usado que os filtros foram afundando os cortes até que os filtros cairam dos pinos de cima. A solução foi girar os pinos  e encontrar pontos onde eles ainda estavam novos, depois colocar um pouco de graxa para amenizar o desgaste. 

A Oficina de Juveny Lourenço

Em 1964, Juveny foi na trabalhar na oficina da Zeiss no Rio de Janeiro como officeboy. Começou a aprender o ofício de consertar câmeras e objetivas. O tempo passou e quando a Zeiss deixou o Brasil em 1968 ele se juntou a um técnico alemão que queria ficar no Brasil e abriram uma oficina aqui. O sócio faleceu em 1970 e Juveny continuou.

Em 1974 teve a oportunidade de treinar 3 meses na fábrica da Zeiss em Stuttgart. Um tempo depois a oficina saiu do centro do Rio para Copacabana onde está até hoje.


Juveny conserta apenas câmeras mecânicas e lentes manuais, deixa os eletrônicos para os colegas.


Um armário de madeira guarda um pequeno museu de câmeras que não funcionam mais. Numa prateleira as que ele consertou e que estão à venda.


Ele não pensa duas vezes, decidiu que em 2016 ele se aposenta. O torno e o esmeril, adquiridos em Stuttgart em 1974, já estão à venda. Sr. Juveny atende na Av Nossa Senhora de Copacabana, 1120 sl 1007, apenas das 9:00 às 11:30. Interessou pelo torno? Fala com ele no 21.992.572.047