Oficina • Dominando seu Scanner

A fotografia analógica está tendo um renascimento, quem começou na era do digital está descobrindo o encanto de fotografar “às cegas” para saber o resultado depois e o charme de uma imagem feita em filme.
Mas como compartilhar isso com os amigos? Sim, é possível unir analógico e digital!

O que é essa oficina?

Para a fotografia analógica ser compartilhada no mundo digital ela precisa ser escaneada. Escaneamento é um processo delicado e quando o intuito é preservar as características que tornam a fotografia analógica tão linda, ele deve ser levado adiante com muito carinho e cuidado. Quero compartilhar com vocês algumas técnicas para obter bons arquivos digitais de suas imagens analógicas.dominando seu scanner guilherme maranhão

Aqui no ateliê vamos usar um scanner Epson V600 nas demonstrações, mas esses ensinamentos podem ser reproduzidos em outros aparelhos. Vamos escanear negativos e cópias também, dando ênfase na cor.

Para quem é essa oficina?

Para pessoas que já praticam a fotografia analógica e/ou que tem um acervo de imagens para ser digitalizado.

Mais infos pelo link:
http://www.cinese.me/encontros/dominando-seu-scanner-com-guilherme-maranhao
Ou me manda um e-mail se tiver uma dúvida.

Exakta Varex IIa • lubrificando os eixos das cortinas

Essa Varex deve datar da década de 1950, veio acompanhada de uma prisma com fotômetro, algo raro na época e uma Biotar 58mm f/2, um opção chique também. Vou falar mais dessa câmera nos próximos posts, falta o pressure plate no back e o takeup spool e vou tentar encontrar soluções para substituí-los. Hoje eu decidi encarar o problema mais óbvio que é a cortina agarrando para cruzar o quadro.

As Exaktas com corpo em forma de trapézio são muito simples de desmontar, basta remover uns dois parafusos perto da ocular, os tantos que segurarem a baioneta e eventualmente a alavanca de avanço do filme (é o caso da IIa, ou pelo menos dessa aqui). Dai o interior da câmera sai para cima sem a menor cerimônia.

Usei um óleo com um aplicador fino e preciso e coloquei nos diversos pontos de contato de eixos e engrenagens. Usei um cotonete para remover alguma poeira que tinha juntado na graxa e só. Corri atrás de uma mola que disparou pelo ateliê, coloquei no lugar apesar da tensão. Montei tudo de novo.

Semana que vem conto dos outros problemas.

Curitiba • escaneando negativos

Em 2013 me convidaram para o FIF em Curitiba em 2013 e lá fui eu passar uma semana por lá para série de atividades. Levei comigo a minha Fuji GW690III e os últimos 8 rolos de CHS100 que eu tinha. Optei por fazer os deslocamentos a pé, saindo mais cedo e tals, e consegui aproveitar bem o festival de fotografia para fotografar uma impressão sobre a cidade.

adox chs100 scanned on Cezanne ft-s5000
Deixei essas coisas na gaveta até recentemente (na verdade isso é uma estratégia com certos trabalhos, o repouso). Editei um pouco o material e comecei a escanear no Cezanne (escaneamento molhado).

screen-shot-2017-02-14-at-4-24-53-pm

O CHS100 é um filme clássico que a Adox voltou a fazer há uns anos atrás, o grão é quase o do Tri-X e eu adoro o jeito como o Cezanne resolve o grão e dá esse nível de profundidade na imagem. O filme em si tem uns problemas, que vão dos números impressos serem muito grandes e por vezes invadem a área da imagem e o fato do backing paper usado ser estreito e ficar folgado na bobina tornando tensa a hora de carregar o filme na câmera.

2013_55_11

Voltando ao assunto do escaneamento, acabei editando 61 imagens e escaneei tudo a 4000 dpi. O resultado são arquivos Tiff RGB com 16 bits e em média 750Mb de tamanho. Em 2017, ok, mas imagina isso em 1998 quando esse scanner foi construído.

Buenos Aires • Antique Cameras

Hoje eu conheci os irmãos Romero, terceira geração de uma família que curte câmeras fotográficas. Visitei a loja deles em San Telmo, bairro de Buenos Aires. 


A loja é pequena e o conteúdo é extenso. Muita coisa, segundo eles, anterior a 1980. 



Essa Rollei grandona chama a atenção, o boneco do Chaplin também. 



Uma lambe-lambe usada ali no canto, ou como eles chamam, uma minuteira. 


Muita coisa de grande formato espalhada pela loja. Lentes e câmeras bem antigas. 


Tem até uma prateleira de rangefinders, com direito a Fujica médio formato. 


De Vere 504 + Elwood 5×7″ • Teste

Escolhi um negativo com detalhes nos quatro cantos e instalei a 150mm f/9 G-Claron. 


Estranho o começo com as duas manoplas do De Vere, mas logo passou. Levei a cabeça até a altura máxima, o negativo 5×7″ projetava imagem de 60x84cm na mesa. 

Reduzi para 30x40cm e puxei uma folha de papel velho e meio velado. 


Uma imagem de placas de circuitos impressos, 10s, f/16, estava tudo lá.