Perder o Medo #1 • curso na Contraste Fotografia

Estou super feliz que um papo despretensioso com o Thales e a Cintia da Contraste Fotografia resultou numa oficina bacana e com possibilidade de um aprofundamento no mundo dos scanners e das câmeras de fenda.

A oficina Perder o Medo #1 é um começo de uma conversa sobre diversas pesquisas que eu desenvolvi ao longo dos últimos 25 anos.

Máquinas menos rebeldes no inverno de 2018

Foi uma grata surpresa esse fim-de-semana no Sesc Av Paulista, os scanners mais antigos e portáteis que possuo se comportaram bem demais. São eles:

• Microtek Scanmaker II (1993) com sua roda de filtros RGB e seus scans de três passagens com um CCD p&b;

• Epson GT-5000 (Epson ActionScanner II Mac, 1994) e suas três lâmpadas de cores diferentes para scans RGB;

• Canon Lide 25 (2005) fininho e com fibra de vidro ao invés de objetiva e um sensor tipo CISS ao invés de um CCD;

Todos funcionaram para o deleite dos presentes.

fotogramas_com_scanners

Essa imagem, a última do fim-de-semana é um colaboração entres os que ainda permaneciam na sala depois de tantos scans: Rita, Antonio, Josué, Gustavo, Íris, Lívia e eu.

Filme gráfico em formato 120

Em junho do ano passado eu já tinha começado a investigar na possibilidade de colocar filme gráfico (filme para imagesetter infravermelho) em bobinas de filme 120 para usar em câmeras de médio formato. A idéia era experimentar esse filme desconhecido de uma maneira que fosse mais fácil controlar a questão do foco da luz infravermelha.

Tive um sucesso inicial ali, mas depois acabei não tendo tempo de fazer mais bobinas com aquele filme e o projeto ficou de lado um pouco. Essa semana me deu vontade de continuar quando lembrei que tinha uma ponta de um rolo de um outro filme gráfico, o PSD da Indústria Brasileira de Filmes (IBF). A única diferença aqui é que eu poderia usar a luz de segurança enquanto cortaria o filme com estilete, mas acho que isso faria toda a diferença.

E fez, em uma noite consegui fazer 29 rolos de filme 120 a partir de aproximadamente 5 metros de filme PSD de 35cm de largura com manchinhas e alguns problemas causados pela umidade. Agora vou estudar uma maneira de fazer isso com o filme infravermelho, parece que uma luz verde pode ser usada com ele.

Horizon Kompakt • hacks no escaneamento

Os negativos da Horizon são mais compridos que o normal, mas usando o software TLX é possível fazer o Pakon degluti-los sem reclamar muito (só um pouco).

Os arquivos resultantes tem em torno de 2000×4900 pixels, nada mal pensando num scanner antigo e a qualidade da imagem (foco no grão, contraste herdado do filme original) é muito boa. O procedimento de ensinar esse novo formato ao aparelho envolve definir através de uma interface bem antiga as dimensões dos negativos, seu espaçamento na tripa de filme e o crop que o scanner vai realizar, para o Pakon ser capaz de localizar as imagens automaticamente.

As imagens são de uma caminhada pela manhã de domingo em São Paulo que o Washington Sueto começou a organizar recentemente. Nesse dia começamos às 6h30, perto do Mercadão.

Nessas duas últimas imagens ainda era muito cedo e até a iluminação da cidade ainda estava acesa, optei pela velocidade mais baixa do obturador da Kompakt que é de 1/2 segundo de exposição. Foi tudo bem apesar de não ter levado tripé.