EXA modificada para 3×4 • imagem

A Exa para retratos rápidos do FotoFlash em Porto Alegre. Essa imagem mostra o lado de fora da câmara, com viso angular e a alavanca de avanço do filme saindo da caixa cinza.

Do outro lado fica uma enorme bobina de filme e um pequeno compartimento onde há até uma gilhotina que corta o filme já exposto.  O fotografama era enviado por um duto de ar (propulsionado por um aspirador de pó) até o laboratório no segundo andar e os retratos em p&b eram entregues em 40 minutos (sem desperdício de filme).

Exa para 3×4 rápidos

Porto Alegre • Natal de 2007

POA – Fui ao brique (a feira de antiguidades dos gaúchos) em busca de câmaras antigas passíveis de reformas, fotografei tudo com Plus-X super-vencido na 6×4,5.

Achei, não no brique, mas através da internet, um equipamento fotográfico modificado artesanalmente. É uma câmara Exa que foi instalada em uma tábua de madeira para fazer fotos 3×4, o segredo é que o negativo fica já do lado de lá da tábua, que estaria dentro do laboratório e pode ser cortado um a um evitando o desperdício de filme.

É a segunda Exa que eu vejo em modificações do tipo. Essa câmara parece a preferida porque tem um sistema de avanço do filme que aceita várias mudanças simples. O botão de avanço puxa o filme e é o próprio filme que fazendo girar o “sprocket” arma o obturador e levanta o espelho. Ambas as câmaras foram adaptadas para operar com 30m de filme de uma vez só.

Dan Watson #2

Dan Watson praticava astronomia e fotografia como hobbies na adolescência, seu interesse era a ótica.
Com medo de se convocado para o exército em plena Guerra do Vietnã, Dan se voluntariou para a Marinha, esperançoso de que um teste de habilidades o permitisse fazer curso de fotógrafo. Dan passou nos testes e aprendeu fotografia com a Marinha norte-americana.
Sua família tradicionalmente trabalhava nas fábricas de aviões na região de Dallas, Texas, Dan achou que havia se livrado disso em seu cotidiano, mas a Marinha o colocou em um porta-aviões.
Em 1973 ele passou alguns meses no Mar Mediterrâneo durante a Guerra de Yom Kippur entre árabes e israelenses.
Numa manhã cheia de névoa ele foi chamado às pressas à torre de comando, o navio onde ele estava tinha se perdido na névoa e no horizonte haviam vários barcos “próximos”, alguns aliados, outros inimigos, com sua Leicaflex e lente 1000mm sua tarefa foi registrar os barcos mais visíveis para que eles pudessem ser identificados melhor posteriormente. Segundo ele próprio, o dia em que esteve mais próximo do combate.
De volta à terra firme, Dan foi atrás da astronomia, na Flórida estudou ótica por dois anos e trabalhou em um observatório fotografando o céu em 4×5″. Depois foi para a Universidade do Arizona estudar física. Descobriu que a Universidade procurava alguém com experiência em construir espelhos para telescópios e lá foi ele. Construiu espelhos durante 18 anos. Entre 92 e 93 construiu um espelho de 8,4 metros de diâmetro e 20 toneladas de vidro. Nesse processo de construção de alta precisão, a fotografia está plenamente envolvida, Dan conta que testes de stress de material, comuns no preparo de vidro para essas aplicações são fotografias que às vezes levam até duas semanas para serem montadas e feitas.
Contente com seu enorme feito em vidro, Dan abandonou a academia e voltou para o interior do Texas para criar cabras e cervos em um rancho e para viver perto da mulher Judy.
A grana ficou curta e um dia perguntou a um amigo se ele sabia de algo que ele pudesse fazer para ganhar um trocado. A furacão Katrina tinha acabado de inundar Nova Orleans, a empresa BMS-Cat procurava pessoas que pudessem ir para lá trabalhar na limpeza da cidade. Essa empresa é especializada em documentação e rescaldo em catástrofes. Dan foi para lá trabalhar como supervisor de algumas equipes de limpeza e voltou para seu rancho sem tirar nenhuma fotografia. No entanto, no trabalho subsequente Dan ficou encarregado de tirar algumas fotos de documentação e desde então é isso que ele tem feito para a empresa, que foi contratada para documentação e limpeza relacionados à um acidente aéreo aqui no Brasil.
Batemos um papo aqui no ateliê na noite passada do qual eu gravei 8 minutos que podem ser ouvidos aqui, em inglês (o link está faltando, vou providenciar um novo host para o arquivo).

Dan Watson #1

Conversei hoje com Dan Watson, um fotógrafo americano que é um monte de coisas além de fotógrafo. E que está no Brasil fotografando o que restou de uma tragédia. Fotografia técnica, não fotografia jornalística. Dan já fotografou uma fábrica de sapatos que foi inundada, por exemplo, para que o cliente tivesse um documento do que foi destruído e como. Gravei a conversa e vou preparar um mp3 para por na rede junto com um texto sobre o Dan.

Reprodução e dpis

Um amigo me pediu um favor complicado: de um papel com 8x16cm gerar uma imagem digital que possa ser impressa com pelo menos 2 metros no lado maior. Fiz um primeiro teste com um scanner de mesa comum, escaneei a 1200 dpi, mas o resultado foi terrível, muita interpolação embutida no software do scanner.

Depois tentei usando a câmara de 6MP, fiz 12 imagens de pedaços do dito original. O resultado foi demi, a luz não ficou absolutamente uniforme, mas fomos adiante e tentamos uma ampliação, a resolução não chegou lá também.

Apareceu um fole, bolei uma emenda entre o fole para Nikon e a câmara Canon, fiz uma foto, de um pedaço ainda menor do original (seriam necessárias 80 imagens para formar o arquivo final). Não fui adiante porque apareceu o scanner Lynx A3 com suas 2400 dpi, mas fiquei pensando como fazer o original mover apenas 1cm a cada imagem.

As tais 2400 dpi parecem suficientes, aguardo um teste em tamanho 20x30cm de um pequeno fragmento da imagem final.

Memórias

Caixas pretas. Compact flash e memória RAM.

Escorreguei e comprei um cartão Compact Flash de 4Gb em uma loja do StandCenter. A câmara ficou extremamente lenta, chegou um momento em que levou 20 segundos para gravar uma única imagem. Quase perdi fotos de um trabalho, a câmara demorava muito para ligar. Era um cartão dos mais baratos que podia encontrar ali, talvez fosse reformatado de alguma maneira, uma memória de baixa qualidade, algum tipo de desvio ele apresentava. Voltei lá, o rapaz nem discutiu, devolveu o dinheiro como quem está habituado (de certa forma ele sabia que não adiantaria trocar o cartão).

Na Santa Efigênia, em busca de memória Dimm para um Mac fui a várias lojas. Os preços dessa memória específica variavam entre 107 e 370 reais. Por fim, em uma última loja encontrei as ditas memórias genéricas por 40 reais. Loucura, o Mac é sabidamente um computador crica com memórias. Um dono de loja da Região da Rua do Triunfo se ofereceu para me ajudar. Ele tinha vários Macs a venda, escolhi um igual ao meu e coloquei 3 memórias de 40 reais nele (antes de comprá-las). Sem problemas a máquina ligou.

Como entender o que se passa dentro desses chips?