Laços de família fotográficos

Minha mãe encontrou essa foto do meu bisavô. Ele fazia o tipo atlético, foi goleiro de futebol. A curiosidade dessa imagem é que ele tem a sua câmara fotográfica pendurada no pescoço. Dentro do estojo de couro.

Anos se passaram e um dia na casa da minha tia avó eu encontrei a tal câmara. Desde então quem cuida dela sou eu.

Em 1994 eu fui ao Rio várias vezes, por questões de família, levando a câmara, que é bem pequena quando fechada. Fotografei na Dutra, em Copacabana, por onde eu passei. Por onde eu sempre passo, ainda. Essa foto aqui é da minha avó, feita com a câmara que aparece na foto de cima, junto as plantas que ela tanto cuidava, como eu ainda cuido da câmara do meu bisavô.

Invasão Moyashis

Invasão dos Moyashis. Sim, nos tornamos brotos de feijão, Dani e eu! Junto com outros tantos, hoje lá no Anhembi!

Exposição Invasão MOYASHIS

Ação de guerrilha artística com a participação de 10 artistas que fazem parte do coletivo de artistas MOYASHIS. Eles personalizarão carros montados a partir de placas de mdf, que ocuparão uma grande área do estacionamento interno a partir de 18 de junho de 2008 e ficarão expostos até o final do evento (22 de junho).

Os carros constituirão a base para a produção AO VIVO de grafittis, ilustrações, colagem de stickers, criação de poesia, matriz para trabalhar com xilogravura e outras técnicas (podendo ficar ou não aparente segundo a técnica utilizada pelo artista).

A intenção que prevalece

No quinto capítulo, de seu livro mais famoso entre fotógrafos, Vilém Flusser escreve o seguinte:

“Resumindo: a intenção programada no aparelho é a de realizar o seu programa, ou seja, programar os homens para que lhe sirvam de feed-back para o seu contínuo aperfeiçoamento.”

O trecho culmina com a seguinte frase: “A fotografia é, pois, mensagem que articula ambas as intenções codificadoras. Enquanto não existir crítica fotográfica que revele essa ambigüidade do código fotográfico, a intenção do aparelho prevalecerá sobre a intenção humana.”

Tenho lido e relido esse trecho. Me faz pensar naquele elogio deferido à câmara, que irrita o operador: “Boa sua foto! Que câmara você usa?” O fato é que pouco sabemos separar o que é nossa intenção, o que é intenção já embutida na câmara, no computador, no scanner. Acho que deveria haver um esforço para separar os méritos de cada um.

Vídeos

Segue um link para o filme “Domingo” do Guilherme Outsuka no Youtube. Um super exemplo do que é possível fazer com Stop Motion.

E por falar em YouTube, seguem aqui duas buscas que eu fiz: Man Ray e Rube Goldberg Machine. Rube Goldberg Machine é qualquer trapizonga ou assemblage em que diversos elementos disparam outros até um fim planejado, um exemplo é a abertura do programa Ratimbum da TV Cultura. Os filmes do Man Ray  são sensacionais.