Polaroid Palette

Há mais de ano eu achei um Polaroid Digital Palette num sucateiro. Minha experiência com ele não foi das melhores. Um aprendizado, sendo bem otimista. O que é um Palette? Um Film Recorder, ou uma impressora de slides/cromos. Um aparelho que imprime uma imagem digital sobre filme fotossensível 35mm.

Passado esse tempo eu achei um outro Palette. Aquele era um CI5000, o dessa semana é um HR6000.

Esse deu alguns sustos de início. Começou nem ligando. Tive que usar a violência com ele, o botão de liga e desliga estava enpoeirado por dentro, imagino. Cedeu, ligou.

Fez todos seus testes, rodando os filtros, etecetera e tal, foi. Conectei ao computador, liguei tudo. Mandei exportar uma foto. Ele engasgou e reclamou que o CRT estava escuro demais para a calibragem. Nesse momento quase desisti, mas resolvi fuçar enquanto ele estava ligado. Retirei a câmara e constatei que o CRT estava sim ligado, o que não devia estar funcionando deve ser o fotossensor que lê o brilho do CRT.

Olhar dentro de um Palette enquanto ele acha que está expondo o filme fotográfico é uma coisa linda. O CRT (um monitor de computador) de 4 polegadas não acende por completo, mostrando a imagem inteira. Pelo contrário, ele funciona mais ou menos como um scanner, mostrando tiras da imagem aos poucos ao filme. Na medida em que ele recebe as informações do computador. Essa tiras, ou linhas, parecem lasers percorrendo a superfície dessa pequena tela, ora verdes, ora azuis, ora vermelhas.

Vou revelar o primeiro filme 35mm de testes e postar algum resultado aqui. O Palette fecha um pequeno círculo, permitindo que um negativo P&B seja tratado digitalmente e devolvido ao mundo da prata para um ampliação em papel fibra clássica!

CRT vs LCD

O mundo foi tomado de assalto pelos LCDs (liquid crystal display). E eu me vi forçado a comprar um, mas consegui evitar. Afinal, tem sempre alguém que fala que LCD não serve para tratar foto. E tem também o Clício que fala que só três monitores servem para isso: o Dell 2407, o Apple de 23 polegadas ou qualquer Eizo. O fato é que a gente tem que ler muito para descobrir o que essas pessoas querem dizer. Existem três tecnologias por trás dos tais LCDs: TN, PVA/MVA e IPS.

TN é a carne de vaca (consumer grade), se você está lendo esse post em um LCD, 95% de chance que é um TN, se custou menos de 1000 reais novo, 100%.

IPS é uma tecnologia mais cara, sendo que parece que PVA/MVA é a versão da Samsung para ela (mas posso estar enganado, ou não, afinal parece que a Samsung tem uma versão sua para tudo nesse meio). IPS tem um contraste que se aproxima do contraste do CRT (cathode ray tube) e isso é bom. Já o preço… os monitores da lista dada pelo Clício em sua palestra são todos IPSs.

Quer saber se seu monitor é TN, PVA/MVA e IPS?

Mas o que fazer então para evitar ser engolido pelo mundo dos LCDs? Correr atrás de um CRT ainda funcionando? Acho que sim.

Grafite Digital

Ontem à noite fui participar de um negócio muito bacana, o Fred Paulino amigo da Bibó e do Ganso tava organizando uma pixação eletrônica em uns prédios aqui de BH onde estou passando uns dias. A gente chegou em uma esquina da Av. do Contorno, puxou uma extensão elétrica, ligou um laptop, uma câmara DV e um projeto de 3500 lumens (datashow). O setup inclui um software desenvolvido por Theodore Watson e um laser potente, para escrever no prédio. O software vê o laser sendo projetado no prédio com a ajuda da câmara e usa o projetor para desenhar por cima da superfície. É uma encrenca genial e a criançada que passou pela rua adorou a brincadeira! Vale uma outra referência no assunto o graffiti research lab. Fotos, só em filme.