Da Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9veillon
Comecei a pensar nesse livrinho sobre os Réveillons em 2016. Eu já tinha o hábito de registrar em imagens o feriado da virada desde 1993. Organizei uma pasta com esses negativos, escaneei tudo, tratei. Depois achei os anos em que tinha fotografado em digital, juntei tudo.


Nunca tive um jeito certo de fotografar, nem escolhia exatamente o assunto. Só fiz isso no primeiro, dia 31 de dezembro de 1992. Sai de casa lá pelas 21h e fui ver quem estava nos botequins do bairro. Fiz um rolo de Tri-X puxado nessa noite. Nos anos seguintes simplesmente fotografava o que estava ao meu redor. Dia 31 de dezembro de 1996 estava em Piracicaba, voltava do supermercado com um amigo, com os itens da ceia. Nos deparamos com uma rua que tinha sido inundada pela chuva da noite anterior. Os morados estavam fazendo o rescaldo.

Existem infinitos réveillons, às vezes a vida simplesmente acontece durante a virada do ano, por mais que a intenção seja parar, refletir ou celebrar.
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Minha grande questão agora é como editar todas essas pequenas histórias e fotos únicas num livro. Minha primeira tentativa foi juntar duplas de imagens que conversassem entre si e compor essa sequência de duplas independente de cronologia ou de quantas imagens representam quais anos. Me pego implicando com as diferentes proporções dos negativos ou arquivos, me pego implicando com fotos coloridas justapostas a fotos monocromáticas.

Queria encontrar outras referências de livros que também contém diferentes momentos, visualidades dispares, convivendo em harmonia lado a lado.
Fala Guilherme, tudo bem?
Não sei se você estava aberto a opiniões e também não sei se essas ideias já te passaram pela cabeça, mas eu vejo nessa diferença de tipos de imagens e formatos um espaço para trabalhar. Pelo menos, a um primeiro momento, a ideia de potencializá-las me parece interessante, já que a única semelhança entre elas é o laço do momento em que aconteceram, então a informação de formato e técnica não parece construir a princípio algo inerente a série.
Imagino que se for seguir com uma ideia de minimizar as diferenças, limitar os tamanhos e formatos já funcionaria como uma edição inicial do projeto. O que pode ser positivo, já que me parece ter um número grande de fotos, o que renderia na verdade várias visitas a esse acervo, pensando sempre nesses limites diferentes como elemento narrativo.
Seguindo por um caminho sem minimizar as diferenças formais e técnicas e focando apenas nas narrativas, me parece um caminho interessante encontrar essas narrativas usando a própria diferença de formato como elemento importante. Imagino que dá pra ter diálogo entre essa diferença de escala e cores, como uma foto pequena que potencializa uma foto maior. Nesse caminho seria importante também definir o formato do livro a partir dessas imagens, assim o formato maior define a regra do formato do livro e isso facilita construir a narrativa, já que você sabe onde as imagens vão habitar.
Existia um site maravilhoso para referências de fotolivros, o http://www.haveanicebook.com/, mas infelizmente descobri hoje que ele não está mais no ar :(
Abraços, e valeu por compartilhar os textos, aprendo muito nas leituras.
Guilherme Vieira guilhermevieira.info estudiodao.com norte.in 55 11 97590 9639
On Wed, Jan 13, 2021 at 6:37 AM Guilherme Maranhão • Refotografia wrote:
> Guilherme Maranhão posted: ” Da Wikipedia: > https://en.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9veillon Comecei a pensar nesse > livrinho sobre os Réveillons em 2016. Eu já tinha o hábito de registrar em > imagens o feriado da virada desde 1993. Organizei uma pasta com esses > negativos, escaneei tudo” >
Guilherme, obrigado pela resposta. Sim, estou aberto para opiniões, com certeza. Estou me sentindo um pouco confuso mesmo. Adorei sua idéia de investigar tamanhos bem diferentes entre as fotografias. Vou explorar isso e ver se me agradar, acho que só experimentando no editor para saber se vai adiante. Talvez essa idéia de acentuar as diferenças devolva um carácter bem intencional às páginas. Não me importo que achem feio ou ruim depois, só não pode passar por descuido, tem que ser proposital, kkk.
Outra coisa que eu percebi depois de ler seu comentário, que talvez me incomode também, é que eu estava trabalhando com arquivos intermediários para as coloridas e finalizados para as p&bs. Finalizei o tratamento das coloridas e acho que isso vai me ajudar a implicar menos com algumas páginas duplas.
Obrigado por compartilhar aqui também!