Imagens do asteroíde Ryugu

A sonda Hayabusa2 da agência espacial japonesa chegou ao asteroíde Ryugu esse mês e nessa última semana duas sondas menores levadas por ela, Minerva IIa e IIb, pousaram no asteroíde Ryugu e capturaram diversas imagens de sua superfície, até um vídeo, siga esse link para a conta no twitter da missão Hayabusa2. Na aproximação, Hayabusa2 ainda fez esse autoretrato maravilhoso!

hayabusa2 sombra sobre ryugu

15 de Setembro • hall do prédio

Há uns anos eu sai do elevador no fim do dia e dei de cara com um raio de Sol atravessando o hall dos elevadores do prédio. Era 15 de Setembro, 16h45. Fiz uma foto de celular e coloquei o JPG na pasta Lugares para Fotografar.

Os anos passaram e eu não lembrava. Até que agora, em 2018, eu lembrei.

Montei a 5×7″ com uma grande-angular, levei uns 20 minutos até deixar tudo retinho. Ainda bem que eu comecei mais cedo. Dai fiquei esperando e fazendo as fotos que aparecem aqui.

A grande-angular (para 5×7″) é a 150mm G-Claron que aparece aqui.

Depois da chapa lavada, fiz um clique com o celular para ver se a imagem estava lá. Ainda revelei mais uma outra chapa com mais 50% de tempo de revelação para um opção com mais contraste.

Scanner, será?

Existe alguma coisa aqui que eu acho que talvez seja um scanner. Ainda não sei.

Fui juntando essas coisas num canto de uma mesa. Eu acho que em algum momento vai ter um scanner aqui, uma maquininha de rápido acesso a negativos 6×6 talvez, algo que possa gerar um arquivo rápido e que seja facilmente assimilado pelo Lightroom ou coisa do gênero. Algo mais elaborado que os “scanners” de 19 dólares do AliExpress, talvez não tão rápido, mas igualmente prático.

Esse back precisa de uma “conversa” com a câmera para disparar, é um circuito que fecha, passa uns milissegundos e depois outro circuito. Uns russos muito gente boas tentaram me ensinar o que eu preciso fazer o Arduino falar para o back, vamos ver se funciona. Essa é a chave do projeto, o back funcionar, acionar o flash, a lente estar na posição certa para o foco estar pronto, peças Durst contribuem para isso pelo outro lado. Idéias.

Dioptro Optica

Quem acompanha pelos Stories viu que eu fui conhecer a oficina da Dioptro, a empresa do Rogério. O Wagner e o Rogério são os criadores da Dioptro Petzval Portrait, a objetiva petzval feita no Brasil para câmeras reflex e mirrorless.

Uma coisa interessante é que a maioria das máquinas usadas na fabricação das lentes e espelhos da Dioptro são adaptações feitas pela própria equipe a partir de ferramentas e/ou máquinas para metal ou madeira. O lugar é coberto por uma fina camada de pó branco, uma mistura de pó de vidro e dos diversos tipos de pós usados nas etapas de polimento das peças, isso confere um clima etéreo ao lugar.

Interessante como nesse ponto que estamos do avanço tecnológico dos equipamentos fotográficos os fotógrafos se voltam para os design antigos de objetivas em busca do efeito tridimensional que se perdeu com adição de mais e mais elementos e a hiper correção dos defeitos óticos das lentes.

O café no final da visita estava muito bom, o papo ainda melhor. A cafeteira uma ode aos três Rs: reduza, reuse, recicle.

Alguns trabalhos novos no site

Subi mais dois ensaios no site, um sobre o aniversário de Brasilia de 2010 que até hoje eu não havia editado, escolhi 14 imagens desse dia, falando sobre presença e ausência, sobre o lixo e a sujeira, o descaso. O outro é um pequeno ensaio num ferro velho em Campo Limpo Paulista em 2013, que fala mais sobre formas e geometria das coisas que aguardam uma reutilização ou uma reciclagem.